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ESPECIAL PARECIS SUPERAGRO

Jovens encontram no IFMT caminho para o futuro no agro em Campo Novo do Parecis

Foto: Daniel Alves, SBT Cuiabá

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O agronegócio brasileiro enfrenta um dos grandes desafios dos próximos anos: renovar a mão de obra no campo e atrair jovens para um setor cada vez mais tecnológico. Em Campo Novo do Parecis, essa transformação já começou e passa diretamente pela sala de aula.

No Instituto Federal de Mato Grosso, estudantes ainda no ensino médio já entram em contato com a prática do agro e enxergam no campo uma carreira promissora.

Aos 17 anos, alunos como Richard Bruno Martins dos Santos já decidiram o caminho que querem seguir. Ainda no ensino médio, ele concilia teoria e prática e projeta o futuro dentro da agronomia.

“Eu pretendo ingressar na Faculdade de Agronomia. Eu pretendo cursar nessa área, porque, a paixão por essa área tem crescido, principalmente agora no ensino médio”, destacou 

Na mesma sala, histórias como a de Raquele dos Santos mostram a força de quem divide o tempo entre estudo e trabalho, com um objetivo claro: ser a primeira agrônoma da família.

“De manhã eu estudo, à tarde trabalho e à noite ainda reviso o conteúdo. É cansativo, mas vale a pena porque já consigo ter meu próprio dinheiro e correr atrás do meu sonho.”

Dentro do IFMT de Campo Novo do Parecis, o ensino vai além da sala de aula. No ensino superior, estudantes mergulham na pesquisa e na prática para garantir qualidade na produção agrícola, do solo à colheita.

A estrutura impressiona. Dos 12 laboratórios da unidade, sete são voltados diretamente ao agro. Um deles, o laboratório de análise de solos, está entre os dez melhores do Brasil, com certificação da Embrapa, reforçando o nível de tecnologia aplicado à formação dos alunos.

De acordo com o diretor-geral da unidade, Tiago Alcoaz Matias, o instituto tem papel direto no desenvolvimento da região.

“Nossa principal função é a relação com o mundo do trabalho. Trazer os jovens para que possam prestar serviço com mais qualidade e efetividade, contribuindo para o desenvolvimento econômico da região e do país”, afirmou.

Hoje, cerca de mil alunos fazem parte da instituição. Muitos permanecem em período integral, conciliando estudo e atividades práticas dentro do próprio instituto.

“Os estudantes já atuam dentro da escola, alguns inclusive com bolsa ou remuneração, o que aproxima ainda mais da realidade do mercado”, explicou.

A procura pelas vagas é alta, principalmente nos cursos ligados ao agro.

“A demanda é maior que a oferta. Os alunos percebem que aqui é uma ponte para um mercado de trabalho que oferece melhores oportunidades e remuneração”, destacou o diretor.

Com ensino técnico integrado ao médio e cursos superiores como agronomia, agroindústria e gestão, o IFMT se consolida como uma das principais portas de entrada para quem quer crescer dentro do agronegócio.

Mais do que formar profissionais, a instituição ajuda a construir o futuro de uma geração que já entendeu: o campo também é lugar de oportunidade, tecnologia e realização.

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