Alair Ferreira de Lima, de 75 anos, preso pelo assassinato de Júlia Vitória do Prado, de 20 anos, em Tapurah (a 430 km de Cuiabá), afirmou em depoimento à Polícia Civil que cometeu o crime sozinho. A informação consta em interrogatório conduzido pelo delegado Franklin Pereira Alves, ao qual a reportagem do MT Play teve acesso.
Apesar da confissão, Hédio Antonio Machado, de 66 anos, também foi preso, suspeito de participação na tentativa de ocultação do corpo da jovem. Segundo Alair, ele ligou para o amigo por volta das 20h pedindo que fosse “com urgência” até a casa dele, sem explicar o motivo.
Conforme o depoimento, ao chegar ao local, Hédio foi solicitado a ajudar a levantar um “bag”. No entanto, Alair afirmou que o amigo não chegou a tocar no objeto e que, naquele momento, já havia movimentação de pessoas em frente ao imóvel, desconfiadas do crime.
Durante o interrogatório, os policiais também questionaram o suspeito sobre movimentações financeiras envolvendo a vítima. Alair relatou que Júlia teria feito um empréstimo de R$ 11 mil e transferido o valor para a conta do ex-marido. Após esse trecho, o depoimento foi encerrado a pedido da defesa.
No próprio depoimento, Hédio disse que chegou a questionar o conteúdo do “bag”, mas não obteve resposta. Desconfiado da situação, ele afirmou que deixou o local e foi até um espetinho. Lá, foi informado pelo filho de que moradores da cidade comentavam sobre a morte da jovem e que ele estaria sendo apontado como autor do crime.
Hédio também relatou aos investigadores que Alair mencionou a transferência de R$ 11 mil feita pela vítima e que teriam ocorrido outros cinco saques na conta bancária dele.
O caso
Júlia Vitória do Prado foi encontrada morta na sexta-feira (10). De acordo com a Polícia Civil, ela foi assassinada com golpes de faca e pé de cabra. Alair foi preso em flagrante e confessou o crime. Já Hédio foi detido por suspeita de ajudar a colocar o corpo no porta-malas de um carro.
A decisão que converteu a prisão dos dois em preventiva foi assinada pelo juiz Jean Paulo Rufino. No documento, o magistrado destacou a “violência exacerbada” do crime e a “periculosidade” de Alair, ressaltando que a vítima continuou sendo agredida mesmo após cair no chão.
O pedido de segredo de Justiça no processo foi negado.




























