A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), afirmou que vai assumir o comando do Palácio Alencastro sempre que houver necessidade legal, independentemente da filiação partidária. A declaração ocorre após críticas do prefeito Abilio Brunini (PL), que demonstrou resistência ao MDB à frente da gestão municipal.
Em entrevista ao Programa Roda de Entrevista, Vânia reforçou que o cargo de vice-prefeita tem função constitucional e não pode ser tratado como algo simbólico. Segundo ela, a substituição do chefe do Executivo é prevista justamente para garantir continuidade administrativa.
“Quando existe um cargo de vice-prefeito, entende que não é uma dança de cadeiras. Havendo necessidade, o vice-prefeito vai assumir. Ele pode ser PT, PL, Novo. Eu sou vice-prefeita legitimamente. Se houver necessidade real, irei assumir. Se houver entendimento do prefeito, como numa viagem internacional de 15 dias, também”, declarou
A vice lembrou que já esteve à frente da Prefeitura interinamente no ano passado, durante viagem internacional do prefeito aos Emirados Árabes, e que a possibilidade pode se repetir sempre que a legislação exigir.
Vânia também classificou como “amadora” e “imatura” a forma como o MDB foi citado nas críticas recentes. Para ela, a mudança partidária não altera sua postura institucional nem seu compromisso com a gestão.
“Não vejo como prejuízo [filiação ao MDB], porque a Vânia não mudou, independente de estar no MDB ou não. É uma fala pejorativa, como se prestasse ou não. Não vejo política nisso. É tudo menos política, é rivalizar, degladiar a sociedade. A sociedade é feita de vários grupos sociais, de vários partidos. Isso é o que traz a graça. Cada partido busca falar o que é seu. É um país democrático e soberano”, completou.
A filiação ao MDB ocorreu há cerca de dez dias e pegou parte do escalão municipal de surpresa. Dias depois, Abilio evitou comentar diretamente a mudança, mas afirmou que não concorda com o MDB à frente da Prefeitura, citando gestões anteriores ligadas à sigla.


























