Um homem é suspeito de matar o próprio filho, de apenas 2 anos e 5 meses, na noite desta sexta-feira (2), em uma residência no bairro Vila Bela, em Sorriso, no norte de Mato Grosso. A criança, identificada como Davi Lucca da Silva Lemos, chegou a ser socorrida em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Regional do município.
A Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de tentativa de suicídio. No local, os policiais foram informados por vizinhos de que o suspeito já havia sido socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), juntamente com a criança.
Durante o atendimento, os bombeiros retornaram à residência e informaram que o menino havia sido levado ao Hospital Regional inconsciente e em parada cardiorrespiratória. Apesar dos esforços da equipe médica, que duraram mais de 30 minutos, a morte foi confirmada.
De acordo com a PM, vizinhos estranharam o volume alto de som vindo da casa e ouviram um barulho semelhante ao de telhas quebrando. Diante da situação e sem resposta ao tentarem contato, eles arrombaram a porta do imóvel. No interior da residência, o homem foi encontrado ferido, enquanto a criança estava sobre a cama.
Durante as buscas no local, os policiais localizaram uma carta escrita pelo suspeito, na qual ele mencionava o término recente do relacionamento com a mãe da criança, afirmava não aceitar a separação e fazia referências a causar mal a si mesmo e o menino. Mensagens com conteúdo semelhante também teriam sido enviadas a outras pessoas horas antes do crime.
A mãe de Davi Lucca compareceu ao hospital e relatou aos policiais que estava separada do suspeito havia cerca de duas semanas e que havia iniciado um novo relacionamento. Segundo ela, após tomar conhecimento da situação, o homem passou a enviar mensagens insistentes e se recusava a informar o estado de saúde do filho ou a devolvê-lo.
Após a análise da carta e das mensagens enviadas, a Polícia Militar deu voz de prisão ao suspeito, que foi conduzido à delegacia. O caso foi registrado e segue sob investigação da Polícia Civil































