A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que o Legislativo ainda não foi oficialmente notificado sobre a decisão judicial que determina o retorno dos vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB) às atividades parlamentares. Ambos estavam afastados desde o dia 29 de abril, após investigação da Polícia Civil por suposta cobrança de propina.
Segundo a presidente, a Mesa Diretora já tem conhecimento da decisão do Tribunal, mas ainda aguarda a comunicação oficial, seja por meio de oficial de Justiça ou via e-mail.
“Assim que formos notificados, os vereadores titulares retornam às suas funções na Casa. Até o momento não recebemos a notificação”, disse.
Questionada sobre o clima interno com a volta dos parlamentares após a polêmica, Paula destacou que a instituição é maior do que os episódios individuais.
“A Câmara é formada por 27 vereadores eleitos pelo povo. Cada um responde pelos seus atos. Como presidente, conduzo a Casa com transparência, sem obstruir a Justiça e cumprindo todas as decisões judiciais”, afirmou.
A presidente também ressaltou o impacto financeiro do retorno dos parlamentares. Durante o período de afastamento, a Câmara arcava com despesas equivalentes a quatro vereadores, já que os suplentes foram empossados. “Com a volta dos titulares, retornaremos à normalidade prevista no orçamento, o que traz um alívio financeiro”, explicou.
Comissão Processante
Sobre a possibilidade de abertura de uma comissão processante, conforme sugerido em voto de um desembargador, Paula ponderou que isso só pode ser avaliado quando houver acesso ao inquérito.
“Nós já solicitamos por duas vezes o acesso aos autos, mas foi negado. A Casa precisa ter clareza sobre o objeto e os fundamentos para tomar qualquer providência. Hoje, o processo ainda está em fase de investigação”, disse.
Ela reconheceu, no entanto, que a sociedade espera respostas. “Ao término do inquérito, acredito que os vereadores terão que se posicionar. A população cobra transparência e explicações.”
Em relação a especulações sobre a saída de Chico 2000 do Partido Liberal (PL), a presidente disse não haver definições. “Não houve nenhuma conversa oficial com a presidência do partido. O vereador chegou a pedir autorização para sair, mas até o momento nada se concretizou”, afirmou.
Enquanto a Câmara aguarda a notificação oficial, a expectativa é de que Chico 2000 e Sargento Joelson retomem suas atividades parlamentares nesta quinta-feira (4), marcando mais um capítulo no caso que segue sob investigação da Polícia Civil.






























