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“MUSA DO TIGRINHO”

Investigada por jogos ilegais deixa prisão com tornozeleira e restrição de redes sociais

Emilly Kamilly Souza da Silva é acusada de lavagem de dinheiro e outros crimes ligados a apostas online

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Impedida de acessar redes sociais, proibida de viajar sem autorização judicial e obrigada a recolher-se em casa à noite e nos dias de folga, a influenciadora digital Emilly Kamilly Souza da Silva, conhecida como “Musa do Tigrinho”, vai responder em liberdade às acusações que enfrenta. A determinação é do Tribunal de Justiça do Ceará, que autorizou a saída dela da prisão sob o cumprimento de medidas cautelares.

A ordem judicial também prevê comparecimento quinzenal ao fórum, proibição de contato com outros investigados, restrição de atuação em qualquer atividade ligada a apostas ou sorteios e uso de tornozeleira eletrônica por seis meses.

Emilly havia sido presa em 3 de junho deste ano, em Cuiabá, por ordem do Judiciário cearense. Ela é acusada de lavagem de dinheiro, estelionato, associação criminosa, pirâmide financeira e crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo. As investigações começaram após a divulgação, por influenciadores, de jogos ilegais conhecidos como “jogos do tigrinho”.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo produzia vídeos e imagens simulando ganhos elevados em plataformas de cassino online para atrair apostadores. Com mais de 95 mil seguidores, Emilly compartilhava em seus perfis registros de viagens internacionais para locais como Paris, Maldivas, Suíça, Caribe e Tóquio, além de procedimentos estéticos.

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