A Polícia Civil investiga um caso de violência sexual contra um bebê de apenas quatro meses, em Cuiabá. A denúncia foi feita pela mãe da criança, que procurou a polícia após perceber ferimentos na região íntima da filha. A principal suspeita é uma adolescente de 16 anos.
Segundo a mãe, em entrevista ao SBT Comunidade, a adolescente é vizinha da família e entrou na casa enquanto ela estava no banheiro.
De acordo com o relato, ao sair, encontrou a bebê sem a fralda e sem o body, com sangramento na região íntima.
“Minha vizinha de 16 anos chegou e meu filho deixou ela entrar enquanto eu estava no banheiro. Quando eu saí, a bebê estava sem fralda e sem o body. Eu vi o sangue e saí correndo atrás dela. Eu suspeito que ela tenha passado a mão na minha filha […] No hospital, a pediatra falou que tinha dilaceramento. Ela tem só quatro meses. Ela chorava muito quando abriam as perninhas dela. Na UPA deram um remédio para ela”, disse ao SBT.
A criança foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, em seguida, transferida para o Hospital Universitário Júlio Müller, onde permanece internada.
Ainda segundo a mãe, a pediatra constatou um hematoma na região íntima da bebê.
O exame pericial confirmou um corte nos pequenos lábios, além de lesões compatíveis com violência sexual.
“A médica falou que ela tinha um hematoma na parte íntima. A perícia confirmou que os pequenos lábios estavam com um corte. Ela chorava muito quando abriam as perninhas dela”, contou.
A Polícia Civil informou que não vai comentar detalhes do caso neste momento para não prejudicar as diligências. Os investigadores trabalham para reconstruir a linha do tempo, identificar as circunstâncias da violência e reunir provas que possam esclarecer o que aconteceu.
Testemunhas devem ser ouvidas e a adolescente apontada como suspeita também deverá prestar esclarecimentos dentro dos procedimentos previstos para menores de idade.
O caso segue em investigação e, após a conclusão do inquérito, as informações serão encaminhadas ao Ministério Público.
A mãe pede justiça.
“Eu espero que a Justiça seja feita. Eu quero uma resposta. Ela é indefesa.”



























