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ALAGAMENTO NA PRAINHA

“É preciso criar projeto de canalização e limpeza dos córregos” diz presidente do Sindarq

Arquiteto explicou que o início das obras depende de um interesse mais amplo dos representantes políticos
João Neto - (Sindarq) - SBT

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O presidente do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas de Mato Grosso (Sindarq), João Neto, participou de uma reunião na Câmara Municipal de Cuiabá, nessa terça-feira (11), para debater possíveis soluções para o problema recorrente de alagamentos na capital.

O foco principal do debate foi a região da Prainha, área conhecida pelos frequentes alagamentos, mas também foram discutidos outros bairros afetados, como o Dom Aquino, Ribeirão do Lipa e Quilombo.

João Neto informou que já existe uma verba disponível para a execução de serviços de drenagem na Prainha, fruto de um projeto que conta com a colaboração da concessionária Águas Cuiabá e o acompanhamento do Ministério Público.

No entanto, o presidente ressaltou que as soluções precisam ir além da Prainha, uma vez que outras áreas da cidade, especialmente aquelas atravessadas por córregos, também enfrentam graves problemas relacionados a alagamentos.

“O bairro Dom Aquino sofreu um alagamento pesado. As áreas do Ribeirão do Lipa, Quilombo, e outras regiões onde os córregos cruzam a cidade também são de extrema importância. Esses locais enfrentam o mesmo problema”, afirmou Neto.

Drenagem da água

O arquiteto explicou que a situação dos alagamentos está relacionada não apenas aos córregos, mas também ao sistema de drenagem urbana da cidade.

Ele destacou que as tubulações de água fluem para os córregos, o que pode causar problemas de alagamento quando a infraestrutura de drenagem não está adequada. Além disso, Neto apontou que, muitas vezes, os córregos sofrem com a falta de limpeza e manutenção, o que agrava o problema.

“O córrego tem sim questões de lixo, limpeza e manutenção, mas o problema é mais amplo. Toda a cidade foi projetada para direcionar a água pluvial para esses córregos. É preciso uma análise técnica mais profunda para encontrar soluções eficientes”, explicou o presidente do Sindarq.

João Neto também ressaltou que o papel do sindicato é fornecer uma contribuição técnica, realizando mapeamentos, projetos e cálculos que possam identificar soluções viáveis para os alagamentos.

Contudo, ele alertou que o início das obras depende de um envolvimento mais amplo dos representantes políticos.

“Nós não podemos dar um prazo exato para o início das obras, pois precisamos que os vereadores de Cuiabá compreendam a importância do projeto e destinem os recursos necessários. Além disso, é fundamental o apoio da Casa, da Assembleia Legislativa, da prefeitura e das secretarias envolvidas para que possamos dar andamento ao projeto. Esse é um problema de interesse de todos”, afirmou.

Soluções

Entre as soluções propostas por João Neto estão a limpeza regular dos córregos, o mapeamento e cálculo da vazão das águas pluviais, além da criação de projetos para a canalização, a diminuição da velocidade de vazão e a desobstrução dos canais. Essas ações visam minimizar os impactos dos alagamentos e garantir uma gestão mais eficiente das águas na cidade.

O debate na Câmara Municipal foi um passo importante para discutir um tema de grande relevância para a população de Cuiabá, e o sindicato espera contar com o apoio das autoridades municipais e estaduais para implementar as soluções necessárias.

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