O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, afirmou que a Corte Suprema não se intimidará com o atentado ocorrido na Praça dos Três Poderes, na semana passada, quando um homem atirou um artefato explosivo em direção ao STF. Ele destacou a força do colegiado em defesa da Constituição, durante visita a Cuiabá, nesta segunda-feira (18), em comemoração aos 35 anos da Constituição do Estado de Mato Grosso.
Questionado sobre o poder de atuação das facções criminosas, o ministro Flávio Dino apontou que há um ciclo amplo de violência no país, seja na política e nas redes sociais, culminando na “quebra de uma cultura da paz”.
“Acham que eventualmente que alguém vai se intimidar? Não vai. Quem chega no Supremo não tem medo de bicho-papão, não tem medo de assombração. Segundo lugar, o colegiado é que decide. Eu proponho, Alexandre propõe, e Gilmar propõe, mas quem decide são os 11. Então, não adianta que vai intimidar um ou outro. Primeiro que não vai, e, segundo, há uma posição do colegiado unanimemente em defesa da Constituição, e por isso que nós estamos aqui hoje em Cuiabá”, frisou Flávio Dino.
Também estiveram hoje em Cuiabá os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, que falaram sobre o tema. Para Moraes, é preciso combater a onda de violência com educação e regulamentação. “Nós temos é que educar as pessoas, principalmente as novas gerações para perceberem que as redes sociais as big takes não são terra sem lei”.
Reavaliação do sistema de segurança
O decano do Tribunal, Gilmar Mendes, frisou que as investigações sobre o atentado à Suprema Corte seguem em andamento e que o fato gera preocupação por mostrar a vulnerabilidade dos esquemas e sistemas de segurança.
“O que fazer para desarmar essa bomba? Essa máquina de ódio? Todos nós estamos sempre conversando sobre isso. Nós éramos felizes e não sabíamos. Tínhamos uma vida normal e agora temos esse risco, desde os xingatórios, das agressões até atitudes muito mais gravosas e danosas. Obviamente que todos nós que temos responsabilidade política e jurídica temos que buscar dialogar e para entender esse quadro. Não é um problema só brasileiro, é mundial de certa forma precisamos ser reflexivos para que até o campo político volte à normalidade”, destacou Mendes, acrescentando que deverão ser buscadas medidas para o reforço da segurança no STF.


























