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PASSADOS 8 MESES

Defesa da família de mãe e filhas estupradas e mortas celebra Júri Popular, mas cobra celeridade

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A defesa da família Calvi, e assistência de acusação, no caso da mãe e três filhas estupradas e mortas em Sorriso, em 24 de novembro de 2023, concedeu entrevista exclusiva ao MT Play na manhã desta quarta-feira (24), quando se completam exatos 8 meses do crime, celebrando a decisão do Poder Judiciário por submeter Gilberto Rodrigues dos Anjos ao júri popular pelos diversos crimes cometidos

O advogado Conrado Pavelski Neto, atuante na assistência de acusação do caso, disse que a equipe recebeu a notícia com ar de dever cumprido, já que considerava que a sociedade sorrisiense deveria julgar o crime, já que ele representa um crime contra todas as mulheres. “Nós brigávamos para que o Tribunal do Júri fosse o responsável, a população de Sorriso, para julgar esse processo. Porque foi um atentado contra a família sorrisiense, contra as mulheres de sorriso, declarou o advogado.

O caso precisa de celeridade

Sobre o tempo já passado, de 8 meses, o advogado diz que tem cobrado para que o processo tenha mais celeridade. “Ontem mesmo, entrei em contato com a Vara Criminal, para que sejam cumpridas as determinações do juízo. Isso tem que tratar de uma forma rápida, tem que ser resolvido o quanto antes para que a família tenha paz”, ressaltou Conrado, reforçando ainda que o julgamento precisa ser exemplar, “que seja a maior [condenação] que o país já viu, para que sirva de exemplo e seja mudado nosso ordenamento jurídico e nossas leis”.

Agora, de acordo com a defesa, ainda cabe recurso, tanto à acusação, do MP, e assistência de acusação, pela defesa da família, quanto pela Defensoria Pública, mas a família e a defesa entendem que todos os crimes foram submetidos ao júri, então não vai entrar com recursos.

Mudanças na legislação

Ainda sob efeito de emoção, por conta do trabalho envolvendo um caso tão grave e marcante como o estupro seguido de morte de uma mãe e suas 3 filhas, o advogado Conrado Pavelski Neto ainda protestou contra a condição que é oferecida a mulheres e crianças, vítimas de crimes como estupro e abusos.

Segundo o advogado, que é criminalista, não adianta a Polícia Civil oferecer um trabalho “honroso, de acolhimento, fazer tudo certo e o ‘Judiciário’ não dar a devida atenção para o caso”.

Pavelski Neto afirma ainda que a coleta dos depoimentos precisa ser muito rápida, que a memória e outras sensações podem ser afetas em casos que o judiciário leva 1 ano e meio para ouvir. “Para nós adultos, a memória já é algo que preocupa, imagina para uma criança de 8, 10 anos, que vai ficar aí um ano um ano e meio, dois anos, sem ser ouvida e, quando prestar esclarecimento, talvez não consiga sustentar o que realmente aconteceu na época dos fatos. E aquela pessoa que cometeu um crime será absolvida, isso não podemos ter”, explicou, contrariado, o profissional da advocacia criminal.

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