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EM CUIABÁ

Saiba quem é a empresária morta, enforcada com lacre e enterrada no quintal de casa

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A empresária Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, foi morta por estrangulamento com um lacre plástico, conhecido como “forca-gato”, e teve o corpo enterrado no quintal de uma propriedade, em Mato Grosso. O crime, que veio à tona nesta terça-feira (5), levou à prisão de Jackson Pinto da Silva, acusado de assassinar a própria esposa.

O caso, no entanto, começou de outra forma.

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como um suposto desaparecimento com indícios de estelionato. O próprio suspeito procurou a delegacia alegando que a esposa havia sumido e que ele estaria recebendo ligações exigindo pagamento de resgate. Ele disse ainda que chegou a fazer transferências via Pix para possíveis criminosos.

Mas a versão começou a ruir.

De acordo com a delegada Eliane Moraes, da Delegacia de Estelionato de Várzea Grande, as inconsistências no relato chamaram a atenção dos investigadores.

“Quando começamos a ouvir familiares e o próprio suspeito, ele passou a entrar em contradição. A partir daí, começamos a desconfiar da história apresentada”, explicou.

Durante as diligências, um detalhe foi decisivo: a roupa usada por Jackson no último dia em que apareceu com a vítima já estava lavada. Questionado, ele demonstrou nervosismo e acabou confessando o crime.

Segundo a polícia, o homicídio ocorreu em outra residência, e o corpo foi transportado posteriormente até um imóvel da própria vítima, onde foi escondido em uma cova com mais de dois metros de profundidade.

Para a polícia, há indícios claros de premeditação.

“Ele teve tempo de contratar uma máquina retroescavadeira, cavar o buraco, colocar o corpo e depois retornar para aprofundar ainda mais a cova. Isso demonstra planejamento”, destacou a delegada.

Apesar de alegar que “perdeu a cabeça” durante uma discussão, o suspeito mantinha um relacionamento de cerca de 11 anos com a vítima. Nesse período, teve um filho com outra mulher, o que, segundo ele, gerava conflitos constantes no casal.

Outro ponto que ainda é investigado envolve possíveis movimentações financeiras. Há suspeitas de que valores tenham sido transferidos das contas da vítima, mas a polícia ainda apura os detalhes.

De acordo com o delegado Caio Albuquerque, não há, até o momento, indícios da participação de outras pessoas no crime.

“A princípio, ele afirma que agiu sozinho, mas as investigações continuam para verificar se houve algum tipo de auxílio”, afirmou.

Após a confissão, Jackson indicou o local onde havia enterrado o corpo. Ele foi preso em flagrante e o caso será encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que dará continuidade às investigações.

A Polícia Civil também apreendeu celulares e outros materiais que serão periciados para esclarecer a motivação completa do crime.

As investigações seguem em andamento.

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