Embora os vereadores de oposição acreditem veemente que a Câmara de Cuiabá reprovará as contas do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), referente ao exercício 2022, a expectativa desse resultado não é unânime. O vereador Rogério Varanda (MDB) diz que se o prefeito fizer política dentro do Parlamento, pode negociar “e virar o jogo”. O parlamentar Luís Cláudio (PP), vice-líder do governo na Casa, é um dos que mais aposta nas mudanças do cenário político. (Assista ao final da matéria).
Conforme Varanda, o clima que paira sobre a Câmara sinaliza que a maioria dos vereadores deve votar pela reprovação das contas do prefeito. “Mas eu só posso garantir o meu voto que vai ser junto com o TCE. Política é a arte de negociar, e se o Emanuel vier aqui dentro fazer política, ele pode até virar o jogo, mas tem que saber fazer. Vamos ver se ele ainda sabe”.
O vice-líder do prefeito, Luís Cláudio, disse à imprensa que o prefeito ainda não foi à Câmara para conversar com os vereadores sobre suas contas porque está focado em algumas questões de gestão. “Até porque não foi falado nada relativo conversado às contas. Ela foi ida na sessão de abertura e tem o prazo de 60 dias e o parecer da comissão de orçamento que vai fazer o parecer sobre as contas. Depois de vir a plenário, terão as discussões”.
Perguntado se há chances de haver clima para a aprovação das contas, Luís Cláudio aposta nas nuances de uma história ainda sem desfecho. “Eu já vi muita coisa acontecer no meio político. Por ser novo, tenho dois mandatos, mas como diz Ulysses Guimarães, política é igual nuvem, um dia tá assim, outro dia está assado”.
O rito de análise das contas do prefeito Emanuel já teve início na Câmara de Vereadores. Porém, a votação ainda não tem data definida e deve ser feita em até 60 dias.
O parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que será analisado pelos parlamentares, pede a reprovação das contas do prefeito. Ao todo, Emanuel precisa de 17 votos para derrubar o parecer do TCE, cujo relator das contas, o conselheiro Antônio Joaquim, informou que existe um rombo na Prefeitura de Cuiabá na ordem de R$ 1,2 bilhão.
Caso os parlamentares sigam o parecer do Tribunal de Contas e reprovem as contas, Emanuel Pinheiro poderá ficar inelegível e até ser enquadrado no crime de improbidade administrativa.





























