O vereador Dilemário Alencar (Podemos) disse que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Indenizatórios – aprovada pela base do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Câmara – é natimorta. Para o parlamentar, trata-se de uma maneira de tentar encobrir o prefeito, o qual, segundo ele, terá o mesmo futuro de Silval Barbosa.
A Comissão, que será instaurada nesta sexta-feira (29) pela Câmara, investiga a suposta compra superfaturada de remédios no valor de R$ 538 mil pela Saúde de Cuiabá sob intervenção estadual.
Em entrevista, Dilemário expressou sua opinião de forma contundente sobre a CPI, alegando que esta iniciativa carece de credibilidade ou rigor investigativo, o que resultou na percepção de que ela se tornou, nas palavras dele, “namimorta”.
“É uma CPI que não vai ter credibilidade porque eles querem investigar ações da intervenção quanto a pagamentos indenizatórios, mas relativo ao consórcio da baixada cuiabana, que participa salvo engano 11 prefeituras. Eles vão investigar só a prefeitura de Cuiabá? Essa CPI é natimorta. Para investigar um consórcio que tem 11 prefeituras conveniadas teria que ser uma CPI no mínimo estadual”, opinou.
Para Dilemário, a saúde de Cuiabá teve melhorias após a intervenção do Estado. “Antes, faltava ou não faltava remédios com dipirona na época do Emanuel Pinheiro, raio x, médicos e ainda tinha a chamada fila da morte com mais de 100 mil pessoas. A intervenção veio e começou a recuperar a saúde. Essa CPI não vai aguentar duas ou três rodadas de oitivas. Na primeira apresentação da equipe interventora vai desmanchar essa CPI, que é uma chapa branca, que quer encobrir a tentativa desesperada do Emanuel Pinheiro porque ele sabe que logo logo os escândalos na saúde de Cuiabá poderão levar ele a cadeia, eu não tenho duvida. Emanuel terá o mesmo futuro de Silval Barbosa e outros políticos”.
Os parlamentares que aprovaram a CPI alegam que há indícios de que 300 medicamentos foram adquiridos por valores acima do praticado no mercado, cujo sobrepreço teria sido supostamente detectado em 14 tipos específicos de remédios. Já o Gabinete da Intervenção rejeitou veementemente, por meio de nota, qualquer envolvimento em atividades ilegais.


























