A mobilização das redes sociais deixou de ser apenas um instrumento de comunicação para se transformar em um fator de influência direta sobre as decisões do Parlamento brasileiro, avaliou Gisela Simona em conversa com jornalistas neste último final de semana, em participação em podcast e tevê. Ao expressar sua opinião sobre a força das plataformas digitais e projetar seu retorno à Câmara dos Deputados nas eleições de outubro.
“Quando o eleitor entra no Instagram de um deputado para pedir que vote favorável ou contrário a determinado projeto, isso tem uma força gigantesca em sua decisão em plenário. A mobilização digital hoje é um instrumento real de participação política, mostrando o quanto esta mobilização é notável”.
A avaliação parte da experiência acumulada ao longo de 33 meses de mandato em Brasília, atuando como líder da bancada feminina do União Brasil e vice-líder do maior bloco parlamentar da Casa, responsável por reunir centenas de deputados de diferentes legendas. Dando a ela a certeza que a vivência no Congresso consolidou sua percepção de que a construção de resultados políticos depende menos de disputas ideológicas e mais da capacidade de articulação, negociação e diálogo entre diferentes correntes de pensamento.
“A Câmara não é um ambiente para principiantes. O Parlamento exige capacidade de articulação permanente. Foi justamente por conseguir dialogar com diferentes espectros políticos que alcancei posições importantes dentro da Casa”, destacou.
A parlamentar também atribui parte dessa trajetória à atuação constante durante o mandato. Ela lembra ter sido a única representante de Mato Grosso a registrar presença integral nas sessões deliberativas da Câmara, condição que, segundo avalia, lhe permitiu acompanhar de forma mais próxima a tramitação de projetos, propor aperfeiçoamentos legislativos e construir relações de confiança dentro do partido e entre parlamentares de diferentes bancadas.
Foi esse trânsito político que a levou a assumir relatorias relevantes e participar da articulação de propostas de alcance nacional, especialmente nas áreas de defesa das mulheres, proteção dos consumidores e enfrentamento à violência de gênero, pautas que marcaram sua atuação no Congresso.
E ao responder questionamento sobre sua posição no mapa eleitoral de 2026, Gisela reconheceu a competitividade interna do União Brasil na disputa pelas vagas federais, a alta qualidade e competitividade dos membros que buscam igualmente uma cadeira como ela. Mas avalia que a estrutura partidária e as regras eleitorais criaram um ambiente favorável para candidaturas com identidade política e base eleitoral, dentro de um grupo forte. Assim, acredita que seu histórico parlamentar e a relação construída com o eleitorado mato-grossense constituem diferenciais importantes na corrida eleitoral.Apontando
“Continuo nestes próximos meses, com o projeto Gisela na Estrada, iniciativa que percorre municípios do estado em uma agenda permanente de escuta e prestação de contas. Pois acredito na política do contato direto, do olho no olho, da presença nos municípios e da prestação de contas. É dessa forma que procuro construir minha relação com a população”, afirmou.
Assim, Gisela ao combinar a aposta na força crescente das redes sociais com a defesa da política presencial, busca reunir duas dimensões que hoje moldam as campanhas eleitorais: a influência do ambiente digital e a manutenção dos vínculos construídos junto ao eleitorado nos municípios. Uma estratégia que vem permeando sua pré-campanha para retornar à Câmara e ao espaço político conquistado no Congresso Nacional.






























