O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) decidiu que vai continuar o processo contra o investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva, de 52 anos, réu por supostamente estuprar uma detenta dentro da delegacia de Sorriso (420 km de Cuiabá).
A decisão é do dia 13 de abril e rejeitou os pedidos da defesa do policial, que tentava anular o processo. Os advogados alegaram falhas nas provas, principalmente nas imagens de câmeras de segurança, e pediram até a absolvição do réu.
Mas Justiça entendeu que não há provas de que essas falhas tenham prejudicado a defesa. Segundo a decisão, não foi comprovado que os vídeos foram adulterados ou manipulados.
A decisão também afirma que possíveis dúvidas sobre as provas ainda vão ser analisadas durante o andamento do processo, na fase em que testemunhas são ouvidas e novas provas podem ser apresentadas.
Outro ponto destacado é que a defesa teve acesso a todo o material do caso e pôde se manifestar.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT) também foi contra o pedido de anulação, afirmando que não existe motivo para parar o processo sem provas concretas de irregularidades.
De acordo com a defesa da vítima, patrocinada pelo advogado Walter Rapuano, o caso não se baseia apenas em imagens. Há também laudos periciais, o depoimento da vítima e relatos de outras detentas, que disseram ter visto o policial levar a mulher várias vezes para fora da cela durante a noite.
O advogado também revelou que representa outras duas mulheres que relataram situações parecidas envolvendo o mesmo policial, incluindo um caso que teria ocorrido em outubro de 2025.


























