Uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande resultou na prisão preventiva de um líder religioso, de 60 anos, suspeito de estupro de vulnerável contra duas meninas no município. O homem foi preso no início desta semana, na cidade de Chapada dos Guimarães, onde estava escondido.
De acordo com a delegada Paula Gomes Araújo, titular da unidade, o caso começou a ser apurado na semana passada, após a Polícia Civil tomar conhecimento de um suposto abuso sexual cometido em Várzea Grande. As duas vítimas, que são primas, passaram por escuta especializada, procedimento realizado por profissionais capacitados, e confirmaram que teriam sofrido abusos por parte do suspeito.
Segundo a delegada, o homem era conhecido da família das vítimas e frequentava uma igreja da cidade, onde exercia a função de cuidar de crianças e jovens.
“Imediatamente após tomarmos conhecimento dos fatos, iniciamos a investigação e conseguimos cumprir o mandado de prisão preventiva em Chapada dos Guimarães. Em Várzea Grande, também foi realizado mandado de busca e apreensão no endereço do suspeito”, explicou dra. Paula.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que existam outras vítimas. Por isso, a delegada reforça a importância de que familiares procurem a delegacia e façam a denúncia. “É fundamental que as pessoas não tenham medo de denunciar. A denúncia rápida permite que a polícia atue com mais agilidade”, destacou.
Durante a investigação, foi identificado que o suspeito já possuía um registro anterior por estupro de vulnerável, ocorrido em 2020, também em Várzea Grande. Na ocasião, o procedimento não avançou porque a vítima não chegou a ser ouvida. No caso atual, o homem nega as acusações, mas confirmou que mantinha contato com as crianças.
A delegada alertou ainda para os sinais comportamentais que podem indicar abuso sexual infantil, como mudanças repentinas de comportamento, tristeza, isolamento, depressão e medo excessivo. “Muitas vezes a criança é ameaçada pelo agressor ou nem compreende que está sendo vítima de um abuso. Em vários casos, a denúncia parte da escola, após palestras educativas”, explicou.
Paula ressaltou que casos de violência sexual contra crianças e adolescentes ainda chegam tardiamente ao conhecimento da polícia, o que dificulta as investigações. “Quando o fato acontece hoje, ele precisa ser denunciado hoje. Não cabe à família investigar. É um caso de polícia”, afirmou.
As investigações seguem em andamento e devem ser concluídas nos próximos dias. A Polícia Civil orienta que qualquer pessoa que tenha informações ou suspeitas procure imediatamente a delegacia para colaborar com o trabalho investigativo.




























