Preso pelo assassinato da amante Vânia Cristina Benini, de 40 anos, o operador de máquinas Yuri Alexandre Rodrigues da Silva, de 28, afirmou em depoimento à Polícia Civil que a morte foi uma “fatalidade” motivada por ameaças e conflitos pessoais. O crime aconteceu na manhã de quinta-feira (5), no município de Ribeirãozinho (627 km de Cuiabá).
Durante o interrogatório, Yuri admitiu que teve um relacionamento extraconjugal com Vânia, mas disse que ele já havia terminado “há muito tempo” e que atualmente a relação era apenas de trabalho.
“Ela ficava dizendo que ia acabar com minha vida, com minha família. Disse que ia ‘f#der com a gente’. Eu só queria resolver isso. Ceguei na hora. Me arrependo. Nunca pensei que ia fazer isso com alguém”, declarou o suspeito, emocionado, durante o depoimento.
Segundo o relato, ele saiu de casa naquela manhã, supostamente para comprar pão, mas depois decidiu procurar Vânia para, segundo ele, “dar fim às ameaças”. No entanto, ao encontrá-la, desferiu múltiplas facadas.
Yuri afirmou não se lembrar de quantos golpes desferiu e alegou que agiu “para proteger a família”. Em um momento do interrogatório, ele ainda afirmou:
“O que eu fiz não foi por vingança, foi para proteger minha esposa grávida e minha filha.”
A Polícia Militar encontrou o corpo de Vânia caído no local do crime e localizou a faca usada no homicídio. A roupa ensanguentada usada por Yuri também foi recolhida. Ele foi preso logo após o crime e permanece à disposição da Justiça.
Além do feminicídio, a polícia apura se a vítima estava grávida no momento do assassinato. Yuri afirmou não saber de nenhuma gestação e questionou a versão que circulava entre colegas da empresa.
O crime é investigado.




























