O delegado Caio Fernando Álvares Albuquerque, titular da Delegacia de Homicídios (DHPP), disse que as investigações sobre o assassinato do ex-jogador de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 45 anos, estão agora concentradas em esclarecer a motivação do crime. O homicídio ocorreu na noite da última quinta-feira (10), no Bairro Paiaguás, em Cuiabá.
“Nosso trabalho inicial foi identificar o autor, o que já está comprovado com base nas evidências. Agora, queremos entender o que levou a esse crime, qual foi o real motivo”, afirmou o delegado para a imprensa, nesta segunda-feira (14).
Segundo o relato da principal testemunha — a ex-esposa do suspeito, Idirley Alves Pacheco — Everton foi convidado a dirigir a caminhonete Amarok sob a justificativa de que o veículo precisava ser escondido devido a débitos. Durante o trajeto, Idirley desceu da caminhonete para, segundo ele, entregar roupas à filha pequena, que estava no carro da ex-esposa. Em seguida, retornou ao veículo, mas entrou no banco traseiro. “É uma posição mais fácil para render alguém. Em seguida, os disparos foram efetuados”, explicou Caio.
A vítima foi atingida pelas costas e perdeu o controle da direção, colidindo o veículo. Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito foge logo após o acidente.
A ex-esposa do autor do crime, que também era amiga da vítima, prestou depoimento detalhado e revelou já ter registrado uma medida protetiva contra Idirley no dia 3 de julho. “Há uma demonstração clara de comportamento violento anterior. Estamos apurando se existe relação entre esse histórico de violência doméstica e o homicídio”, acrescentou o delegado.
Idirley se apresentou na DHPP nesta manhã, acompanhado por advogado, e afirmou que entregaria a arma usada no crime. As equipes foram até o local indicado, mas o objeto não foi encontrado. Ele também alegou que o crime teria sido motivado por uma tentativa de extorsão por parte da vítima.
“Essa é a versão dele. Cabe à Polícia Civil confrontar isso com provas e depoimentos. Ele tem o direito de falar o que quiser, mas isso não significa que acreditamos nessa versão”, destacou Caio.
A prisão preventiva do suspeito foi decretada ainda no fim de semana. “Temos uma testemunha ocular, imagens, depoimentos e elementos suficientes para apontar a autoria. Agora, o foco é esclarecer todas as circunstâncias que levaram ao crime”, finalizou o delegado.




























