A Câmara Municipal de Pedra Preta decidiu encerrar o mandato do vereador Gilson de Souza, o Gilson da Agricultura (União), após a repercussão de uma fala proferida em agosto contra a prefeita Iraci Souza (PSDB): “cachorra viciada”.
O plenário aprovou a cassação por oito votos, mínimo exigido, enquanto outros dois parlamentares se posicionaram contra. O suplente Ronaldo Pereira dos Santos (União) assumirá a vaga.
A crise teve início quando Gilson, durante discurso na tribuna, afirmou que a população não esqueceria os problemas enfrentados pela administração municipal e mencionou a prefeita usando expressão considerada ofensiva, comparando-a a uma “cachorra viciada”.
A declaração alcançou repercussão nacional e motivou protestos, especialmente de mulheres, intensificando a pressão para que o Legislativo avaliasse a conduta do parlamentar.
A sessão de votação atraiu grande número de moradores, em sua maioria apoiadores da prefeita, que defendiam a cassação. O relatório da Comissão Processante concluiu que o vereador ultrapassou os limites de crítica política, caracterizando ataque pessoal incompatível com o exercício do cargo. O documento também apontou descumprimento da legislação municipal e quebra de decoro, motivo pelo qual recomendou a perda do mandato.
Segundo o relator do processo, vereador Francisco José de Lima (PSDB), todas as etapas legais foram seguidas, garantindo ao acusado o direito de defesa. Antes da votação, Gilson voltou à tribuna, afirmando reconhecer que utilizou uma expressão inadequada e argumentando que sempre apoiou a prefeita, mencionando que seu histórico político inclui respaldo a duas mulheres do município.


























