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INVESTIGA PREÇO FINAL

Procon afirma que vai finalizar relatório sobre preços e encaminhar ao CADE e ao MPMT

O órgão aproveitou a situação para fazer uma série de esclarecimentos ao público
Consumidores que adquiriram etanol do estabelecimento, no período de 01/09/2006 a 31/12/2006, poderão buscar indenização individual - Foto por: Assessoria

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Após as denúncias sobre possíveis práticas irregulares nos postos de combustíveis, veiculadas no SBT Cuiabá, o Procon de Cuiabá concedeu entrevista exclusiva, em que reforçou que está acompanhando a situação com a devida seriedade e atenção. O órgão aproveitou a situação para fazer uma série de esclarecimentos ao público.

O coordenador de fiscalização do Procon, Ivo Firmo, afirmou que o órgão tem acompanhado a evolução dos preços de combustíveis em Mato Grosso desde 2015 e falou como tem sido esse trabalho. “O Procon tem autuado muitos estabelecimentos pela prática de preço abusivo, ou aumento injustificado de preço. A gente verificou muito isso, por exemplo, durante a greve dos caminhoneiros, quando eles se aproveitam de alguma situação pra aumentar de forma excessiva e sem justificativa”, contou o profissional.

Ivo Firmo, coordenador de fiscalização do Procon

Sobre as alterações mensais reportadas no jornal diário do canal 5.1 de Cuiabá, Ivo também disse que são acompanhadas pelo Procon. “Essas oscilações que a gente tem verificado, estão sendo acompanhadas e a gente não pode afirmar se há algum tipo de ajuste por parte desses estabelecimentos, até porque o Procon trabalha na área de defesa do consumidor. Os preços estão sendo acompanhados e a gente vai finalizar um relatório no mês de abril, verificando justamente essas oscilações, se tem picos de aumento, quais são as justificativas pra esse aumento, se é algo de ajuste, que aí deve ser acompanhado pelos órgãos de concorrência, que no caso é o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e Ministério Público”, contou.

A respeito do relatório, o coordenador de fiscalização detalhou o que pode acontecer, caso sejam comprovadas condutas irregulares. “São duas situações distintas. Por exemplo, o posto comparado com ele mesmo, se for comprovado que esse posto teve um aumento excessivo, ele pode ter multas aplicadas com base no Código de Defesa do Consumidor, que é o que a gente vem fazendo habitualmente desde 2015. E naquelas situações em que a gente verifique indícios de ajustes, combinação, de alguma situação anormal no mercado, esse relatório é encaminhado para o Ministério Público e para o CADE, para que eles possam tomar as providências no que se refere à concorrência”, detalhou.

O profissional esclareceu que a função do Procon é realizar a defesa do consumidor, mas também encaminhar os resultados para os órgãos competentes para que se aprofundem a verificação de situações no mercado que comprovem práticas lesivas ao consumidor final.

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