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OPERAÇÃO CONTRAPROVA

Prisão de biomédico investigado por fraudar exames é mantida e ele perde cargo na Câmara

 Igor Phelipe Gardes Ferraz é apontado pela Polícia Civil como responsável por descartar amostras sem análise

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A audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (15) confirmou a prisão preventiva do biomédico Igor Phelipe Gardes Ferraz, alvo da Operação Contraprova. A decisão foi tomada pela juíza Edna Ederli Coutinho.

Ferraz atuava como responsável técnico na Bioseg Medicina Laboratorial e também exercia a função de assessor parlamentar do vereador Gustavo Padilha (PSB). Com o avanço das investigações, a Câmara Municipal de Cuiabá confirmou sua exoneração no mesmo dia da audiência.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil indicam que o laboratório não executava exames nem enviava as amostras para análise em outras unidades. O material coletado de pacientes seria descartado e os laudos entregues de forma fraudulenta.

O serviço, segundo a corporação, atendia órgãos públicos, como a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, além de clínicas, nutricionistas, um convênio médico e pacientes particulares.

Em posicionamento, a Bioseg Saúde e Segurança do Trabalho afirmou não ter vínculo operacional, técnico ou administrativo com a Bioseg Medicina Laboratorial, explicando que dois de seus sócios teriam participado desta última apenas como investidores. A empresa acrescentou que atua exclusivamente na área de segurança do trabalho e não realiza exames laboratoriais.

A reportagem tentou contato com os advogados de Ferraz, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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