O vice-governador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que, em todas as eleições das quais participou, nunca recebeu apoio do PT nem votou no partido.
Ele relatou que, enquanto prefeito de Lucas do Rio Verde, em 2014, recebeu a então presidente Dilma Rousseff durante a abertura da colheita, ato que classificou como cumprimento de dever institucional. Segundo ele, imagens desse evento têm sido usadas para associá-lo a um alinhamento político que, de acordo com sua própria interpretação, não corresponde à realidade.
“Eu nunca tive apoio do PT. Eu também nunca votei no PT. Eu sou de centro-direita. Em Lucas do Rio Verde, desde 97, nós implementamos o hino nacional nas escolas uma vez por semana, todas as semanas”. Ele disse participar das atividades ao lado das crianças e ressaltou que a bandeira brasileira sempre foi a referência simbólica utilizada na gestão municipal.
Em sua avaliação, a condução do gasto público, com foco na execução de obras com menor custo, sempre foi uma prioridade.
“A qualidade no gasto público, obras de qualidade com custo baixo, sempre foi uma obsessão para mim, fazer mais com menos. Eu sempre tive muita disposição e muita energia para fazer bons negócios em nome da sociedade. Na empresa privada, nós visamos o lucro financeiro. No setor público, nós visamos o lucro social. E eu sou obcecado por lucro social. Eu gosto de servir. Eu gosto de ver o serviço público ter valor. Eu gosto da educação de valor, da saúde de valor. Eu gosto de uma boa infraestrutura para que todo mundo possa ir e vir com segurança, com conforto”, destacou Pivetta.
Prioridades
Ao tratar das áreas prioritárias da administração pública, Pivetta organizou sua visão em quatro eixos: educação, saúde, infraestrutura e segurança pública. Sobre esta última, disse que o avanço de organizações criminosas no país impõe novos desafios e ressaltou que o enfrentamento não depende apenas de força policial. Para ele, é necessário alterar legislações para ampliar o rigor na punição.
Nesse ponto, mencionou o governador Mauro Mendes, que possivelmente pode disputar o Senado e que, segundo Pivetta, tem a intenção de defender mudanças legislativas mais duras.
“Nós temos esse desafio de intensificar e reforçar o combate às organizações criminosas e melhorar a segurança pública. Isso nós não vamos fazer só com força. O Estado tem que impor sua força, mas nós precisamos melhorar nossas leis. E aí que eu acredito no governador Mauro Mendes, que tem sinalizado que quer ser candidato ao Senado e tem como uma das bandeiras dele endurecer as leis para que deixe de valer a pena desafiar o Estado brasileiro. O delinquente, ele precisa voltar a ter medo da lei, da justiça, do Estado, da polícia”.
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