O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou que não se pode aceitar manifestações de estudantes com símbolos ligados a facções criminosas. Durante entrevista a imprensa nessa quarta-feira (20), ele citou dois episódios recentes que chamaram atenção: um caso em Alto Araguaia, onde uma aluna foi espancada usando métodos de facções, e outro em uma escola da capital, durante visita do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, quando alunos exibiram símbolos de facções.
“É inaceitável. O caso de Alto Araguaia teve uma punição e um encaminhamento exemplar. Quero saudar o Ministério Público e a Justiça, porque providências foram tomadas, e essas providências têm que acontecer onde ocorrer. Não podemos admitir que se exiba de forma normal símbolos de facções que têm causado tanto mal”, disse Russi.
O deputado ainda comentou sobre críticas recentes do prefeito de Cuiabá à educação, incluindo ataques à Universidade Federal (UFMT). Russi ressaltou a importância do ensino público de qualidade e defendeu o papel das universidades federais.
“A Universidade Federal já formou uma infinidade de profissionais: governadores, desembargadores, promotores, juízes, empresários e políticos. Ela faz um papel fundamental, muitas vezes com orçamento limitado. Não concordo com manifestações que enfraqueçam a universidade pública”, afirmou.
Russi destacou ainda a necessidade de ampliar o acesso ao ensino superior gratuito e de fortalecer tanto as universidades federais quanto estaduais, permitindo que alunos de baixa renda tenham oportunidades de melhorar sua formação e sua condição de vida por meio da educação.
“Nosso trabalho enquanto políticos é garantir que mais alunos tenham a oportunidade de cursar uma universidade federal, estadual ou instituto federal, para se preparar e conseguir melhorar sua posição na vida”, concluiu.




























