A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) anunciou, nesta sexta-feira (22), que desistiu de disputar a presidência da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá para o próximo biênio (2025-2026). A intenção é apoiar a recém-eleita Paula Calil (PL) como cabeça de uma chapa 100% feminina. Já a parlamentar Maysa Leão (Republicanos) mantém o nome na disputa.
Apesar de tomarem caminhos distintos, tanto Michelly quanto Maysa visam derrotar a chapa em construção pelo vereador Jeferson Siqueira (PSD), que também visa a presidência do Legislativo.
Em entrevista à Rádio CBN, Michelly disse que a intenção é contribuir para que Paula, apesar de novata, consiga ter uma experiência exitosa à frente do Parlamento. “Nós fomos avaliando as mulheres que teriam essa possibilidade de construir e de ser um bom nome para presidir a Casa. Eu, inicialmente, acreditei que seria muito inseguro a gente lançar o nome de um vereador que fosse novato. Eu tinha essa insegurança, mas ao longo do processo, com bastante calma, discernimento, conversando muito, eu percebi que não tem problema porque a gente vai estar ali para ajudar. Por isso, existe uma Mesa”.
Michelly disse ainda acreditar no projeto de uma chapa composta somente por mulheres, apesar da resistência já encontrada na Câmara. “Eu tinha colocado o meu nome para ser uma opção de condução da casa. Mas, achei melhor ajudar outra pessoa e recuar nesse momento do meu nome e estar ali nessa construção”.
Contra chapa “pinheirista”
Diante da resistência à formação de uma chapa exclusivamente feminina para a Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, a vereadora Maysa tem reforçado a necessidade de união entre os parlamentares para impedir a eleição de Jeferson Siqueira (PSD) à presidência.
Segundo Maysa, é fundamental definir um candidato de consenso para evitar a derrota para um político que, em suas palavras, foi um “defensor ferrenho” da gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Para ela, mesmo que a chapa não seja somente composta por mulheres, ainda assim será válida para evitar que Jeferson assuma a presidência.
“A gente não tem alinhamento nenhum no parlamento. Nunca fizemos projetos que são das mesmas pautas. Eu até nem sei o que o Jeferson defende aqui no parlamento. Eu não tenho nenhuma rusga específica com ele, mas ele foi da base de Emanuel, uma base ferrenha. E essa base de Emanuel não me representa”, frisou Maysa.

























