O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, disse que os atendimentos realizados pela Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá não serão interrompidos, independentemente do resultado do leilão marcado para a próxima segunda-feira (25) pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Segundo ele, o Governo do Estado acompanha o processo e avalia diferentes cenários para assegurar a continuidade do serviço prestado à população.
Entre as possibilidades, Figueiredo destacou que o próprio Estado pode arrematar o imóvel ou uma instituição de saúde privada pode assumir a gestão. Nesse caso, os serviços seriam contratualizados com o SUS, como já acontece com outros hospitais filantrópicos de Mato Grosso.
“O que nós podemos assegurar à população é que os serviços não serão interrompidos. Não vamos deixar nenhum paciente desamparado, seja na área da oncologia ou em outras especialidades. Temos um plano pronto para migrar 70% dos atendimentos para o Hospital Central, com mais qualidade e estrutura”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de o governo dar lance no leilão, o secretário disse que a chance existe, mas não detalhou valores nem percentuais.
“Possibilidade existe, mas não posso antecipar números. Isso faz parte da estratégia. O que interessa é que não vamos interromper a prestação dos serviços. O nosso compromisso é aplicar o dinheiro público da forma mais eficiente possível, em benefício do cidadão”, declarou.
Caso a Santa Casa seja arrematada por outra instituição, o Estado deverá firmar contrato de prestação de serviços, como já faz com o Hospital de Câncer, Hospital Geral, Santa Casa de Rondonópolis, Hospital de Nova Mutum e outras unidades filantrópicas.
Continuidade dos serviços
Gilberto lembrou que, ao longo dos últimos anos, a Santa Casa já recebeu cerca de R$ 900 milhões em recursos públicos, o que mostra sua relevância no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.
“Nosso desejo é que a Santa Casa continue sendo um hospital de referência para o SUS. Não podemos antecipar o que vai acontecer, mas garanto que não haverá abandono dos pacientes. E muito provavelmente o que vier a acontecer será ainda melhor do que existe hoje”, concluiu o secretário.




























