O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) afirmou que está disposto a assinar a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados, que apura denúncias de irregularidades em contratos de crédito consignado envolvendo servidores públicos do Estado de Mato Grosso. Ele destacou que analisará os requerimentos apresentados, mas reforçou a gravidade do caso e a necessidade de investigação.
O escândalo dos consignados veio à tona após denúncias de que servidores do estado estariam sendo prejudicados por práticas abusivas em contratos firmados com empresas que operam crédito consignado.
Entre os principais problemas estão a cobrança de taxas consideradas ilegais e o repasse de parte desses valores a um fundo estadual, sem consentimento ou conhecimento dos servidores. O governo estadual suspendeu por 120 dias a cobrança dos contratos firmados com ao menos três instituições financeiras suspeitas e determinou auditoria nos contratos.
“Esse fato é um fato notório, é um fato sério, é um fato grave. Servidores do estado de Mato Grosso foram lesados”, afirmou Guimarães.
O deputado declarou ainda que, independentemente de sua posição de base ou oposição ao governo, não se furtará a apoiar a investigação.
“Não é o fato de ser base ou não ser base que vai me impedir de assinar qualquer requerimento”, disse.
Além de defender a análise técnica dos requerimentos para a CPI, Diego Guimarães criticou a decisão do governador Mauro Mendes (UB) de manter no cargo o secretário de Planejamento, Basílio Bezerra, alvo de questionamentos por sua possível relação com os contratos suspeitos.
“O governador assumiu um risco político muito grande em manter o secretário. Se houver prejuízo político, vai recair sobre ele.”
Guimarães também mencionou a tramitação de um projeto de lei que busca reformular as regras do crédito consignado no estado, limitando os descontos em folha a 35% e eliminando a cobrança de uma taxa de 7% que era destinada a um fundo estadual.
A expectativa é de que a CPI avance ainda neste mês, caso obtenha o número mínimo de assinaturas necessário.




























