Os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Gilberto Cattani (PL), conhecidos por suas posições opostas na Assembleia Legislativa (ALMT), voltaram a se confrontar em plenário.
O motivo, desta vez, foi a moção de repúdio apresentada por Cattani contra a reitora da UFMT, Marluci Aparecida Souza da Silva, em razão da instituição ter sediado as comemorações dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) no estado.
O embate começou quando Cattani criticou a reitora por reconhecer grupos ligados à reforma agrária como trabalhadores, afirmando que tal postura ofende quem segue a lei e os princípios da reforma agrária. Para ele, a UFMT ultrapassou os limites institucionais e merecia um repúdio formal.
O deputado Lúdio Cabral rebateu de forma contundente, classificando a moção como desnecessária e politicamente motivada. “A UFMT formou milhares de profissionais e mudou vidas em nosso estado. Transformar a universidade em alvo de ataques ideológicos é lamentável”, afirmou. Cabral também questionou o uso de moções de repúdio para alimentar bolhas políticas nas redes sociais, sem trazer resultados concretos.
Durante o debate, Cabral destacou casos de extremismo político no país, reforçando que ataques e boatos não podem se sobrepor ao respeito às instituições e ao Estado de Direito. “Aqui defendemos a democracia e a legalidade, não discursos que buscam apenas dividir e provocar”, disse.
Cattani, por sua vez, manteve firme sua posição, ressaltando que a moção trata exclusivamente da atuação da UFMT em relação a movimentos do campo. Ele enfatizou que seu objetivo não era atacar prefeitos ou governos, mas sim defender trabalhadores que cumprem a legislação.
A sessão terminou sem consenso, com o clima tenso e a moção de repúdio aguardando votação nas próximas reuniões da ALMT.




























