A defensora pública-geral de Mato Grosso, Luziane de Castro, formalizou uma representação ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes. A ação foi motivada pela detenção de um defensor público e um procurador do Estado, ocorrida na noite do dia 3 de julho, em um bar de Cuiabá, na Praça Popular.
O incidente aconteceu quando ambos tentaram intervir em uma abordagem policial que consideraram truculenta e abusiva. Durante a reunião, Luziane de Castro destacou a importância da investigação rigorosa e da responsabilização dos policiais envolvidos.
Dentre as solicitações estão a instauração de procedimento administrativo para apuração dos atos cometidos pelos policiais envolvidos na operação, visando a responsabilização pelas condutas arbitrárias e truculentas, além do afastamento cautelar e provisório dos oficiais, até que se conclua o procedimento administrativo. A representação também será protocolada junto ao Ministério Público.
“Estivemos em reunião com o comandante para que os fatos sejam devidamente apurados e os autores responsabilizados. Reforçamos a nossa confiança na Polícia Militar e, por isso, também discutimos a formalização de parcerias, para que a Defensoria participe do curso de formação dos oficiais, oferecendo capacitações”, afirmou a defensora pública-geral.
O comandante-geral, coronel Alexandre Mendes, garantiu que a atitude dos oficiais envolvidos não representa a instituição e que está acompanhando o caso pessoalmente, cobrando rigor nas investigações. “As imagens são claras, inclusive do restaurante, e não deixam dúvidas de que os policiais se excederam no trato com as pessoas e na condução da situação. Reafirmo nosso respeito e nossa admiração por todos os profissionais da Defensoria e da Procuradoria. A Polícia Militar quer esclarecer o fato ocorrido e não aceita qualquer tipo de conduta desse tipo”, declarou o coronel Mendes.
O caso vem sendo conduzido pela Corregedoria da PMMT.
Relembre o caso
Um defensor público, um procurador, e mais três pessoas foram conduzidas à delegacia após uma uma briga generalizada , em Cuiabá, no último dia 3 de julho. Também há policiais envolvidos.
Conforme apurado pela reportagem, o defensor e o procurador teriam tentado obstruir a prisão de um dos envolvidos na confusão, conhecido como “Neguinho”. Em razão disso, ambos foram conduzidos à delegacia por desacato.
Segundo informações, Neguinho teria assediado mulheres em um restaurante localizado na praça. Ele resistiu à abordagem policial, resultando em agressões físicas por parte dos militares, que utilizaram socos e um cassetete (saiba mais aqui).




























