Um defensor público, de 48 anos, e mais quatro pessoas foram conduzidas à delegacia após uma uma briga generalizada na Praça Popular, em Cuiabá, na última quarta-feira (3). Também há policiais envolvidos. Assista ao vídeo no final da matéria.
Conforme apurado pela reportagem, o defensor teria tentado obstruir a prisão de um dos envolvidos na confusão, conhecido como “Neguinho”. Em razão disso, ele foi preso por desacato. A informação consta em boletim de ocorrência obtido pela reportagem do MTPlay.
A Polícia Militar de Mato Grosso informou que a conduta dos policiais envolvidos será alvo de investigação através de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) pela Corregedoria Geral da corporação.
Segundo informações, Neguinho teria assediado mulheres em um restaurante localizado na praça. Ele resistiu à abordagem policial, resultando em agressões físicas por parte dos militares, que utilizaram socos e um cassetete.
Amigos de Neguinho, presentes no restaurante, reagiram à ação policial, insultando os agentes e, em seguida, também foram detidos. A situação agravou-se e culminou na delegacia, onde um soldado foi agredido por um major enquanto tentava conter o grupo detido.
Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso destacou que não tolera violência ou abuso de poder por parte de seus integrantes. A corporação afirmou que tomou conhecimento das imagens registradas durante o incidente e determinou a abertura imediata de um procedimento administrativo para apurar os fatos com a máxima transparência.
Já a Defensoria Pública de Mato Grosso informou que não irá se manifestar sobre o caso. Veja, abaixo, a nota na íntegra:
A Defensoria Pública de Mato Grosso tomou conhecimento dos fatos que circulam na mídia e, em contato com as autoridades competentes, soube que a Corregedoria-Geral da Polícia Militar já atua na apuração do caso.
Com o objetivo de preservar a imagem das vítimas, pontua que não irá se manifestar além do curso das investigações, mas ressalta a confiança na postura e integridade de seus profissionais, bem como na capacidade das Instituições de analisarem e conduzirem a situação de maneira firme e isenta.
Por fim, reforça que não irá tolerar qualquer tipo de abuso contra defensoras e defensores públicos e que seguirá atuando firmemente para coibir situações de violência ou abuso de poder.

























