A informação de que o vereador da capital do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL-RJ), estaria cogitando disputar uma cadeira no Senado pelo estado de Mato Grosso, movimentou opiniões contrárias em Brasília.
Em conversa exclusiva com a equipe do MT Play, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, disse que a informação “não confere”.
Segundo Valdemar, Carlos tem espaço em outros lugares, como por exemplo Santa Catarina. Mas que Mato Grosso não é uma possibilidade em cogitação para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Análise estratégica
Outras fontes no Senado disseram ao repórter Bruno Pinheiro, do MT Play que a negativa de Valdemar Costa Neto seria em razão da disputa de Carlos Bolsonaro pela reeleição à Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

As fontes afirmaram ainda, que outra manobra do PL entre estados deve ser a ida de Hélio Negão (PL-RJ) para disputar vaga para o Senado por Roraima.
Discordância
A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), que é nascida em Santa Catarina, criada no Paraná e radicada em Mato Grosso com a família, colocou em questão o compromisso de Carlos com Mato Grosso. “Qual é o compromisso que uma pessoa de fora tem com o meu estado?”, indagou a senadora.

Buzetti o comparou ainda à Rosângela Moro (União-SP), que se mudou para São Paulo e foi eleita deputada federal pela capital paulista em seguida.
Margareth foi direta ao definir a postura de políticos que fazem esse tipo de movimentação. “O eleitor tem que saber o que ele quer, tem que saber se quer alguém que trabalha pelo estado ou só eleger alguém. São Aventureiros”, declarou a senadora que finalizou definindo a prática como “familiocracia”.
























