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ELEIÇÕES 2026

Derrota de Campos encerra ciclo de mais de 50 anos da família em cargos eletivos

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A partir de 2027, a família Campos ficará sem representante com mandato eletivo em Mato Grosso, encerrando um ciclo político de mais de cinco décadas. O cenário foi definido após o deputado estadual Júlio Campos (União) não conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Júlio terminou a disputa na suplência. Ao mesmo tempo, o mandato do irmão, o senador Jayme Campos (União), termina em 31 de janeiro de 2027.

Jayme chegou a trabalhar para disputar novamente o Governo de Mato Grosso, mas a candidatura não avançou. Na convenção estadual realizada em julho, o União Brasil decidiu apoiar a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).

Com a saída dos dois irmãos, a família interrompe uma presença contínua em cargos eletivos que atravessou diferentes períodos da política mato-grossense.

Trajetória de Júlio

Aos 79 anos, Júlio Campos acumula passagens por alguns dos principais cargos eletivos do estado. Ao longo da carreira, foi prefeito de Várzea Grande, deputado federal, governador e senador.

Em 1978, foi eleito deputado federal com 39.814 votos. Quatro anos depois, chegou ao Governo de Mato Grosso.

Em 1986, deixou o Executivo para disputar uma cadeira na Assembleia Nacional Constituinte e recebeu 61.002 votos.

Quatro anos depois, em 1990, Júlio foi eleito senador com 331.212 votos.

Em 1998, tentou retornar ao Governo de Mato Grosso, mas foi derrotado por Dante de Oliveira. Júlio recebeu 332.023 votos, enquanto Dante somou 472.409.

Após um período afastado das urnas, Júlio voltou a disputar uma eleição em 2008, quando tentou retornar à Prefeitura de Várzea Grande e terminou em segundo lugar, com 45.688 votos.

Em 2010, retornou ao Congresso Nacional ao ser eleito deputado federal com 72.560 votos.

Já em 2022, aos 75 anos, conquistou pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa. Naquela eleição, recebeu 33.800 votos.

A tentativa de permanecer na ALMT por mais quatro anos não avançou em 2026. Com Júlio na suplência e o fim do mandato de Jayme no Senado, a família Campos chega a 2027 sem integrante exercendo mandato eletivo em Mato Grosso.

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