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VENDA DE SENTENÇA

VÍDEO | Paula Calil sai em defesa de Faissal e fala em possível perseguição política

CMC

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A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), saiu em defesa do irmão, o deputado estadual Faissal Calil (PL), após ele ser alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (9).

Durante sessão no Legislativo municipal, a vereadora afirmou confiar na inocência do parlamentar e sugeriu que a investigação possa estar relacionada ao período pré-eleitoral.

“Eu tenho a certeza, e confio nas instituições, de que tudo será esclarecido. Nós estamos em um período de pré-campanha, onde os deputados estão buscando sua reeleição, e situações como essas, perseguições políticas como essas, podem sim acontecer”, declarou.

Paula afirmou que falava na condição de irmã e disse acreditar que o deputado não cometeu irregularidades.

“Eu confio com muita tranquilidade também que tudo será esclarecido, na inocência do deputado Faissal”, disse.

A Operação Gemini é um desdobramento das investigações que apuram um suposto esquema de venda de sentenças judiciais e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. A ação também teve como alvo o desembargador Dirceu dos Santos, afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso desde março por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Faissal aparece citado na investigação por ter atuado como assessor do gabinete do desembargador entre 2017 e 2018. Além disso, mensagens encontradas no celular do advogado Roberto Zampieri, morto em 2023, apontariam conversas com o parlamentar sobre um processo de reintegração de posse de uma propriedade rural no município de Cláudia.

Segundo decisão do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), há indícios de que Zampieri teria informado previamente ao deputado sobre uma decisão que seria proferida pelo magistrado.

A defesa de Faissal nega qualquer participação em irregularidades.

As investigações também apontam que o desembargador e o deputado participaram de uma negociação envolvendo um apartamento avaliado em cerca de R$ 1 milhão, em Cuiabá. O imóvel, conforme consta nos autos, não teria sido declarado pelo parlamentar à Justiça Eleitoral.

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