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EM CUIABÁ

VÍDEO | Após sete dias de buscas, suspeito de feminicídio é preso com ajuda da própria mãe

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A Polícia Civil revelou novos detalhes da investigação que apura a morte de Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45 anos, encontrada com o corpo carbonizado em uma área de mata de Várzea Grande, no dia 1º de junho.

Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (9), a delegada da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jéssica Assis, afirmou que a vítima foi vítima de violência sexual, agredida e teve o corpo incendiado após o ataque.

O principal suspeito do crime é Gabryel Junio de Almeida Dirceu, de 20 anos, preso nesta semana em Cuiabá após permanecer foragido por sete dias.

Segundo a investigação, suspeito e vítima não mantinham qualquer relacionamento. Os dois teriam se conhecido horas antes do crime, em uma praça da região central de Várzea Grande. De acordo com a Polícia Civil, eles combinaram um programa sexual em troca de dinheiro e drogas e seguiram para uma residência abandonada, onde consumiram entorpecentes.

Durante o encontro, porém, Josivany desistiu de manter relações sexuais. Para a delegada, a recusa da vítima foi o que desencadeou a sequência de violência.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela investigação mostram o momento em que a mulher é levada em direção a uma área de mata. Conforme a polícia, foi nesse local que ocorreram as agressões.

Em depoimento, o suspeito confessou ter atacado a vítima com pedras, atingindo principalmente a região da cabeça. O laudo preliminar aponta traumatismo craniano como causa da morte.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores surgiu durante o interrogatório. Segundo a delegada, Gabryel afirmou que retornou ao local após o crime com gasolina para incendiar o corpo e dificultar sua identificação.

Ainda conforme o relato apresentado à polícia, a vítima apresentava sinais de vida quando o fogo foi ateado. A informação levou a DHPP a solicitar novos exames periciais para esclarecer se Josivany já estava morta ou se sofreu queimaduras enquanto ainda estava viva.

As investigações também apontam que, após o assassinato, o suspeito trocou de roupa, descartou objetos que poderiam ligá-lo ao crime e levou o celular da vítima. O aparelho teria sido vendido posteriormente para a compra de drogas.

Depois do crime, Gabryel deixou Várzea Grande e passou a se esconder em áreas de mata de Cuiabá. Ele foi localizado no bairro Dom Aquino após informações repassadas por familiares aos investigadores.

A Justiça manteve a prisão do suspeito, que segue à disposição das autoridades enquanto a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para finalizar o inquérito.

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