Os deputados estaduais aprovaram, nesta quarta-feira (22), o financiamento de até R$ 15 milhões para a Associação dos Camelôs do Shopping Popular (ACSP), em Cuiabá.
O valor deve ser usado para reconstrução do espaço destruído por um incêndio em julho de 2024.

Atualmente, a obra financiada com recursos privados já está em andamento, mas não tem data oficial para ser finalizada.
O Projeto de Lei 481/2026 autoriza a liberação dos recursos por meio da Desenvolve MT, com verba do Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundes).
O objetivo é viabilizar a reconstrução do empreendimento, além da compra de equipamentos e da modernização da estrutura comercial.

O projeto prevê condições facilitadas de pagamento, com juros atrelados ao IPCA mais 2% ao ano, prazo de até dois anos de carência e até cinco anos para quitação. Como garantia, a operação contará com a cessão de receitas da própria associação, como as taxas condominiais pagas pelos comerciantes.
A proposta também permite o acréscimo de recursos por meio de emendas parlamentares e estabelece que a liberação do financiamento será feita conforme o avanço das obras, com pagamento direto aos fornecedores, garantindo maior controle e transparência na aplicação dos recursos.

Inúmeros comerciantes do Shopping Popular acompanharam a votação da galeria do Plenário, momento em que presidente da ACSP, Misael Galvão, foi convidado para usar a tribuna e destacar a luta pela reconstrução e o impacto social.
“Vivemos uma tragédia que atingiu centenas de famílias, mas nunca desistimos. Com união, apoio dos deputados e sensibilidade do governo, estamos reconstruindo o Shopping Popular, que não pertence a uma pessoa, mas é um patrimônio de Cuiabá e de Mato Grosso”, afirmou Galvão.

Na justificativa da mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, o governador Otaviano Pivetta ressaltou o alcance social da medida.
“Este financiamento representa o compromisso com a reconstrução do Shopping Popular e com centenas de famílias que dependem dessa atividade, fortalecendo a economia local e promovendo inclusão social”, diz trecho do documento.
Com a realização de três sessões para a limpeza da pauta, o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), enfatizou a importância da força-tarefa para aprovação da proposta.
“É uma medida importante para garantir a retomada das atividades do Shopping Popular e dar condições para que os trabalhadores reconstruam seus negócios com dignidade”, afirmou.
O incêndio de grande proporção atingiu o Shopping Popular em Cuiabá, no dia 15 de julho de 2024. Imagens registradas por pessoas que transitavam pela região mostram o fogo e a destruição causada pelas chamas.
O vigia do local tentou conter as chamas iniciais, mas não conseguiu e acionou os bombeiros. Na manhã desta segunda-feira, equipes do Corpo de Bombeiros continuavam o combate às chamas.
Segundo a Polícia Civil, o laudo técnico apontou que o incêndio foi acidental e ocorreu devido a um superaquecimento elétrico no interior de um box, no piso inferior do shopping.


























