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MATO GROSSO

Quatro empregadores de MT entram na lista suja do trabalho escravo

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Quatro empregadores de Mato Grosso foram incluídos na atualização de outubro de 2026 da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal. O cadastro reúne pessoas físicas e empresas responsabilizadas por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Entre os casos estão resgates de trabalhadores em áreas rurais e alojamentos precários. As fiscalizações identificaram situações como falta de água potável, instalações sanitárias inadequadas, ausência de equipamentos de proteção e condições degradantes de moradia.

Em Nova Maringá, 20 trabalhadores foram resgatados em setembro de 2025 enquanto realizavam atividades de extração, corte e empilhamento de madeira em uma área rural isolada. A empresa T. F. Zimpel Ltda., ligada a Taiany França Zimpel, foi incluída no cadastro.

Em Sorriso, dez trabalhadores da construção civil foram resgatados enquanto viviam em um ônibus adaptado como alojamento. A fiscalização encontrou problemas de higiene e segurança, infestação de baratas, instalações elétricas improvisadas e condições inadequadas para alimentação e descanso.

Outro caso foi registrado em março de 2026, em uma fazenda de Alto Taquari, onde 12 trabalhadores foram resgatados. A operação identificou alojamentos precários, falta de equipamentos de proteção, jornadas excessivas e a presença de um adolescente em atividade proibida para sua faixa etária.

Já em Nova Bandeirantes, o pecuarista Onério Castanha voltou a aparecer no cadastro após uma nova inclusão relacionada à Fazenda Novo Astro, envolvendo quatro trabalhadores. Ele já havia sido incluído na lista em 2012, após uma fiscalização encontrar 19 trabalhadores em condições análogas à escravidão na Fazenda Serrinha, também no município.

A inclusão na lista ocorre após a conclusão do processo administrativo, quando não há mais possibilidade de recurso. Os empregadores permanecem no cadastro por dois anos, conforme as regras aplicáveis.

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas pelo Sistema Ipê, canal oficial que permite o envio de informações sem a necessidade de identificação do denunciante.

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