A presença de aves migratórias, especialmente patos selvagens conhecidos como paturis, tem sido apontada como a principal forma de introdução do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Sem vacinação contra a doença no país, o contato entre aves silvestres e domésticas representa o maior risco de disseminação do vírus.
De acordo com as autoridades sanitárias, essas aves migratórias podem carregar o vírus sem apresentar sintomas aparentes. Ao frequentarem lagoas, açudes e áreas alagadas, acabam contaminando o ambiente e transmitindo o vírus para aves domésticas. Nas três propriedades onde a doença foi identificada recentemente, todas possuíam lagoas com a presença desses patos selvagens.
Produtores são orientados a reforçar a biosseguridade
A recomendação é para que produtores evitem qualquer tipo de contato entre aves domésticas e silvestres. As orientações incluem a criação de aves em locais fechados ou telados, proteção de comedouros e bebedouros e restrição do acesso das aves domésticas a áreas frequentadas por animais silvestres.
Caso confirmado em propriedade rural
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta sexta-feira (16), a presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma propriedade rural com aves domésticas de subsistência no município de Acorizal.
A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), laboratório de referência nacional para análise das amostras colhidas de aves doentes.
Medidas de contenção em andamento
Para conter a disseminação do vírus, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) já está no local e executa as medidas previstas no protocolo do Mapa, que incluem ações de contenção e erradicação da doença.
As autoridades reforçam que a notificação imediata de casos suspeitos é essencial para o controle da Influenza Aviária e para a proteção da avicultura regional.
























