O marinheiro Jeferson Boats foi um dos primeiros voluntários a atuar nas buscas após o naufrágio de uma lancha no Lago de Manso, ocorrido no último domingo (28). Ao tomar conhecimento de que uma criança de seis anos havia sido encontrada na praia, ele se mobilizou imediatamente para ajudar nas buscas.
“Assim que soube do menino que tinha conseguido sair da água, liguei para um amigo marinheiro e nos deslocamos até a marina, onde ficam as embarcações. Descemos uma lancha e começamos a procurar”, relatou.
Logo no início das buscas, Jeferson e outros voluntários encontraram uma bolsa boiando, o que aumentou a esperança de localizar as vítimas. Pouco depois, ao percorrerem a região com apoio de outras embarcações, identificaram uma chalana, onde a mãe estava agarrada junto com o filho pequeno.
“A gente rodou bastante, a Marinha já estava por perto junto com o Corpo de Bombeiros. Iluminamos a área e conseguimos encontrá-la. Depois disso, os bombeiros e a Marinha chegaram e fizeram o resgate”, contou.
Segundo o marinheiro, o momento foi de grande alívio. “Ela só chorava junto com a criança, estava muito abalada. Mas graças a Deus, o Corpo de Bombeiros chegou rápido e hoje eles estão bem.”
Mobilização solidária
Além do resgate, Jeferson destacou a forte mobilização de voluntários e empresários da região, que se uniram para ajudar nas buscas pelos dois desaparecidos: Lucas e Vando Celso.
“Empresários emprestaram embarcações, jet skis, e o pessoal se uniu até em vaquinhas para abastecer as lanchas. Ontem tínhamos mais de oito embarcações na água, hoje novamente”, afirmou.
As buscas seguem de forma integrada, com apoio da Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros e do Ciopaer, utilizando embarcações, helicóptero e varredura em áreas de mata próximas ao lago.
“A esperança continua, principalmente em regiões de mata onde eles possam estar. Agora também estamos focados em encontrar a embarcação”, explicou.
Amor ao próximo
Questionado sobre o motivo de dedicar tempo, recursos próprios e até comprometer seu trabalho para ajudar pessoas que não conhece, Jeferson foi enfático ao afirmar que a motivação não é financeira.
“Sou marinheiro, essa é a minha profissão, e a gente aprende que tem que ter amor ao próximo. Não tem dinheiro que pague isso. Enquanto houver esperança, hoje, amanhã ou quantos dias forem necessários, a gente vai estar aqui ajudando”, concluiu.
As buscas continuam no Lago de Manso, com expectativa de localizar os desaparecidos e encerrar a ocorrência de forma positiva.



























