O advogado suspeito de participação no esquema que desviou cerca de R$ 21 milhões da conta única do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) pediu afastamento do cargo de suplente de conselheiro estadual e de membro do Tribunal de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT). A solicitação foi feita para que ele possa concentrar sua defesa no caso.
A situação ganhou destaque nacional quando, na última quarta-feira (30), o advogado foi preso ao chegar à Delegacia de Estelionato de Cuiabá. Ele havia sido indicado pela OAB-MT para acompanhar as investigações, mas foi surpreendido com um mandado de prisão em seu nome no âmbito da Operação Sepulcro Caiado.
De acordo com a Polícia Civil, o advogado é investigado em dois dos 17 processos identificados como fraudulentos. Em um deles, ele teria atuado como defensor de um autor de ação contra uma empresa pertencente ao líder do esquema.
A operação revelou um esquema de fraudes que teria ocorrido entre 2019 e 2022. Os investigados teriam criado processos judiciais falsos usando advogados sem procuração para representar os supostos credores.
O grupo contava com um servidor do TJMT, responsável por inserir comprovantes de pagamento falsos no sistema do Judiciário, possibilitando a transferência dos valores para contas controladas pela quadrilha.
Além do advogado afastado, outros seis advogados e servidores do tribunal também são investigados. A Polícia Civil não descarta que o prejuízo aos cofres públicos seja maior que os R$ 21 milhões inicialmente apurados.



























