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PREFEITO ALEGA FALTA DE ACESSO

Moradores de assentamento no Contorno Leste protestam por moradia na prefeitura de Cuiabá

Prefeito afirma que falta de acesso aos moradores impediu melhor análise da Assistência Social do Estado

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Moradores de um assentamento no Contorno Leste, em Cuiabá, realizaram uma manifestação em frente à prefeitura de Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (30), para cobrar por moradia para as famílias da região, a principal queixa é por um levantamento organizado em parceria com o Governo do Estado não beneficiar sequer metade das famílias do local.

Luta por acesso à moradia é o foco

Um dos moradores que reivindica o acesso à moradia no assentamento, identificado apenas como Gustavo, conversou com a equipe de reportagem e detalhou a indignação do grupo.

“Olha, ali eles fizeram um levantamento que não bate com a realidade que nós convivemos lá, inclusive o prefeito falou também. A manifestação se resume a isso, nós queremos um novo levantamento como o prefeito propôs, a prefeitura vai lá cumprir o papel dela. Nós estamos aqui querendo nosso direito, a moradia, nada mais, nada menos que isso. Todos que estão ali precisam sim de moradia, não estão de brincadeira e nem ocupando espaço. Qualquer um que for lá hoje ver a nossa situação, vai ver, é bem precária”, afirmou indignado.

Não se esquivou

O prefeito Abilio Brunini esteve presente junto a outras autoridades para atender aos moradores durante o protesto. Ele afirma que o levantamento foi realizado pelo Estado e que a prefeitura quer trabalhar para resolver a questão.

“Primeiramente, é importante a gente pontuar que o levantamento feito pela Assistência Social, foi feito pela Setasc, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, que faz parte de um comitê que tá avaliando aquela situação e as medidas que serão adotadas, esse levantamento foi de acordo com o acesso à informação que eles tiveram. Muitas das vezes a nossa própria assistência social tentou ir até o local fazer o levantamento dessas pessoas e às vezes alguém impediu, achou que tava querendo algum mal, algo assim e impediu o acesso”, explicou o gestor, que isso acaba prejudicando o relatório da assistência social.

É necessário apoio de forças políticas

De acordo com Abilio, o relatório feito pelo Estado apontou 172 famílias no local e os moradores alegam mais de 5.000.

“Lá tem muito mais que 1.500 famílias, eu acredito que deveria fazer uma reanálise mais aprofundada, aonde essas pessoas permitam a assistência social ir lá conversar com elas, ter acesso à informação, pra que a gente possa tomar uma decisão com as políticas públicas mais apropriadas. Se ficar 172 de 1500, a gente não chega nem a 15%, aí não vale à pena adquirir o terreno e fazer uma política de parcelamento do solo e regularização fundiária. Pra valer à pena, precisa passar dos 70% de pessoas em condição de vulnerabilidade, em condições que precisam ser regularizadas”, detalhou ainda mais.

Por fim, o chefe do executivo da capital se comprometeu em atuar na resolução do problema.

“Da nossa parte, a gente vai pedir uma reanálise, pra que isso possa ser feito com mais cuidado, mais acesso à informação, verificar quem são as pessoas que estão morando naquele local e tomar a decisão certa junto a isso. A partir disso, se for possível fazer a aquisição, aí nós vamos precisar de dinheiro e aí vou precisar que os deputados estaduais, federais, aqueles que quiserem fazer parte desse processo, contribuam, mandem recurso para que a gente possa adquirir esse espaço. Pode ser senador, Governo Federal, pode ser qualquer um, desde que mande os recursos apropriados para que a gente possa fazer a aquisição. Se não tiver esses recursos, a prefeitura também vai ter uma certa dificuldade”, definiu Abilio.

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