O preço do etanol tem pesado mais no bolso dos motoristas de Cuiabá do que no interior de Mato Grosso. Na Capital, o litro do combustível é encontrado, em média, a R$ 4,79, após alta de cerca de 30 centavos em fevereiro. Já em cidades como Sinop, o mesmo produto pode ser comprado por menos de R$ 4,00.
Segundo o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares Junior, a diferença está relacionada, principalmente, ao custo do frete.
“Cuiabá acaba sendo penalizada pela logística. O frete encarece o produto e isso reflete diretamente no preço final ao consumidor”, afirmou Nelson Junior.
No entanto, a explicação não convence todos os especialistas. Para o economista Vivaldo Lopes, a diferença de quase um real no litro vai além do transporte.
“O frete influencia, sim, mas não justifica sozinho uma variação tão grande. Existem outros fatores, como margem de lucro e dinâmica regional de mercado”, avaliou.
Entre os motoristas, a sensação é de indignação. O motorista de aplicativo Carlos Henrique dos Santos, 38 anos, diz que abastecer em Cuiabá virou um desafio diário.
“A gente trabalha o dia todo e vê o combustível subir sem explicação clara. No interior é bem mais barato”, reclamou.
Já a comerciante Márcia Aparecida Oliveira, 45 anos, afirma que o aumento impacta diretamente no orçamento familiar.
“Tudo depende do combustível. Quando sobe, encarece transporte, comida, tudo”, disse.
Enquanto isso, consumidores seguem atentos às oscilações nas bombas e cobram mais transparência sobre os critérios que definem o preço do etanol em Mato Grosso.
























