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VEJA VÍDEO

VÍDEO | “Ele vai me achar e vai me matar”, teme vítima após tentativa de feminicídio

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Uma mulher vive sob medo constante após sobreviver a uma tentativa de feminicídio dentro da própria casa, no Distrito Pingo D’água, em Querência (945 km ao nordeste de Cuiabá).

Em entrevista ao SBT Cuiabá, ela relatou que foi ameaçada de morte pelo companheiro, que invadiu a residência, a agrediu e afirmou que ela só teria duas opções: aceitá-lo ou “sair dali dentro de um caixão”.

Segundo o depoimento, o relacionamento começou em 2021 e o casal passou a morar junto em 2023, após o nascimento do filho, uma criança com transtorno do espectro autista. A vítima contou que acreditava manter uma relação pacífica por causa do cuidado compartilhado com o filho. Essa confiança, porém, terminou de forma violenta.

“Ele quebrou a minha casa e invadiu. Me agarrou pelo braço, me jogou no sofá e disse que eu tinha que aceitar ele ou sair dali dentro de um caixão”, relatou.

Ainda conforme a vítima, o agressor deixou claro que não tinha medo da Justiça.

“Ele falou que, se eu denunciasse, eu iria para o caixão e ele para a cadeia, mas que não ficaria preso por muito tempo. Disse que quando saísse, ia me matar.”

A mulher contou que sofreu durante meses com agressões psicológicas, ameaças constantes e manipulação emocional.

“Ele dizia que ia se matar, que sem mim não conseguia viver. Falava que, se me visse com outra pessoa, não responderia por ele e que me mataria.”

O episódio mais grave aconteceu na frente do filho do casal. A vítima afirmou que tentou se proteger enquanto a criança chorava e tentava puxá-la para sair da situação.

“Eu só pensava no meu filho. Falava que ia morrer. Se não fosse a vizinha, ele teria me matado.”

A vizinha interveio e entrou em luta corporal com o agressor para impedir que o crime fosse consumado. Mesmo assim, a mulher ficou ferida e em estado de choque.

“Foi tentativa de homicídio. Eu estou toda machucada, dolorida. De tanto lutar para sobreviver.”

Apesar da denúncia, o medo permanece. A vítima afirma viver em constante pânico e diz não acreditar que a distância seja suficiente para protegê-la.

“Minha mãe quer que eu vá embora, mas não existe ir embora. Ele vai me achar.”

O maior temor, segundo ela, é pelo filho. “Eu só penso no meu filho. Ele precisa de mim. Tenho medo de ele me matar ou de machucar a coisa que eu mais amo.”

No fim da entrevista, a mulher fez um desabafo que resume o sentimento de insegurança vivido por muitas vítimas de violência doméstica.

“Ele paga de bom moço na sociedade. Não tem passagem, é réu primário. Vai sair logo. E eu continuo com medo.”

O caso é investigado pelas autoridades como tentativa de feminicídio.

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