O caso envolvendo a morte de Claudio Ramos Mamora, de 27 anos, ganhou novos desdobramentos e aumentou ainda mais a revolta da família. Dez dias após o sepultamento do jovem, os familiares receberam uma ligação do Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande informando que a perna amputada durante cirurgia ainda estava na unidade e deveria ser retirada.
Claudio foi vítima de um grave acidente de trânsito envolvendo uma motocicleta no dia 30 de janeiro, na Rodovia dos Imigrantes. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital, onde teve a morte confirmada no dia 31 de janeiro de 2026.
De acordo com as informações, o jovem sofreu esmagamento de uma das pernas e precisou passar por cirurgia de amputação. Após o procedimento, ele foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
Doação de órgãos
Em um ato de solidariedade, a família autorizou a doação dos órgãos após a confirmação da morte. Claudio foi sepultado em Primavera do Leste.
Dias depois, porém, o pai do jovem recebeu uma ligação que trouxe uma nova dor à família.
“Achamos a perna do seu filho e o senhor precisa vir recolher”, teria sido a informação repassada por telefone.
Em estado de choque, os familiares foram até o Pronto-Socorro. Com autorização formal da Prefeitura de Várzea Grande, o membro amputado foi liberado e enterrado na região do Capão Grande, em um cemitério do município. O advogado da família acompanhou o sepultamento.
Abalada, a família procurou a polícia. Segundo o advogado que acompanha o caso, uma denúncia deve ser formalizada junto ao Ministério Público para que todos os procedimentos adotados sejam investigados.
A equipe do MT Play procurou a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande que informou em nota:
A direção do Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande (HPSVG) juntamente com a comissão de óbito e de ética informa que será instaurada sindicância administrativa para apurar os fatos relacionados ao caso.
A investigação irá analisar todo o atendimento prestado e os procedimentos adotados. Caso sejam identificadas irregularidades, as medidas administrativas cabíveis serão adotadas, conforme as normas vigentes.

























