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Polícia Civil mira facção que dominava diversos bairros de Cuiabá

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Na manhã desta terça-feira (31), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Ruptura CPX para cumprir mandados judiciais contra integrantes de uma facção criminosa com atuação na região metropolitana de Cuiabá, incluindo Várzea Grande, e até na cidade de São Paulo (SP).

A investigação apontou que o grupo criminoso estava envolvido em furto de defensivos agrícolas, roubo de veículos, furto de armas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, domínio territorial e apologia ao crime.

No total, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 7 mandados de busca e apreensão domiciliar, decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias  Polo de Cuiabá.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), revelaram a estrutura interna da facção, incluindo divisão de tarefas, cobrança de taxas internas e utilização de contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita de recursos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo também buscava consolidar domínio territorial no Complexo Residencial Isabel Campos (CPX) e bairros adjacentes, impondo regras próprias e monitorando a circulação de moradores e atividades na região. A facção ainda utilizava moradores para vigiar a presença de viaturas e repassar informações sobre movimentações policiais, dificultando a atuação das autoridades.

Entre os alvos está o investigado O.G.N.C., conhecido na região como MC, apontado como responsável por divulgar conteúdos que exaltavam a facção e suas lideranças, além de prestar apoio logístico aos integrantes do grupo, incluindo a disponibilização de locais para ocultação de veículos de origem ilícita.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Antenor Junior Pimentel Marcondes, “o mecanismo de vigilância comunitária forçada era uma das estratégias utilizadas pela organização criminosa para manter o domínio territorial e evitar a repressão estatal”.

O nome da operação, Ruptura CPX, simboliza o objetivo da Polícia Civil de desarticular a estrutura criminosa e restabelecer a autoridade do Estado na região.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao Programa Tolerância Zero, voltado ao combate de facções criminosas em todo o Estado, e também faz parte da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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