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ALVO EM CUIABÁ

Operação Comando Oculto mira facção que comandava crimes no Xingu

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na tarde de quarta-feira (17) a Operação Comando Oculto, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso ligado a uma facção responsável por comandar o tráfico de drogas, cobranças ilícitas, crimes violentos e lavagem de dinheiro na região de Santa Cruz do Xingu e municípios vizinhos.

Ao todo, foram cumpridas oito ordens judiciais, incluindo dois mandados de prisão preventiva contra um casal investigado, três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Santa Cruz do Xingu, além de três medidas de afastamento de sigilo bancário que atingem os investigados e uma empresa ligada ao grupo.

As ordens foram expedidas com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu, com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), de Cuiabá.

As investigações apontam que a liderança da facção atuava à distância, diretamente de Cuiabá, utilizando aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas para coordenar as ações criminosas na região do Xingu.

Segundo a Polícia Civil, o investigado exercia posição hierárquica dentro da facção, determinando a distribuição de entorpecentes, a imposição de funções a integrantes do grupo, a cobrança de taxas ilícitas e até a aplicação de punições internas conhecidas como “salves”, baseadas em intimidação e violência.

As apurações também identificaram um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo valores oriundos do tráfico de drogas em Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu. Os recursos eram transferidos para contas bancárias vinculadas à esposa do suspeito.

De acordo com a investigação, o casal teria criado recentemente uma loja de roupas em Cuiabá, utilizada para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores movimentados.

O delegado de Santa Cruz do Xingu, Onias Estevam, informou que as investigações seguem em andamento, com análise de materiais apreendidos e dados bancários autorizados pela Justiça.

“O avanço das investigações tem o objetivo de identificar outros integrantes do grupo criminoso, bem como aprofundar a apuração dos crimes praticados pela facção”, afirmou.

O nome “Comando Oculto” faz referência à forma de atuação da liderança criminosa, que comandava a organização à distância, sem participação direta na execução dos crimes, mas determinando e coordenando ações de tráfico, violência e cobranças ilícitas na região.

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