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POLITICA MT

Mendes explica dificuldade para contratar empresas e mão de obra para acelerar obras do BRT

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Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), voltou a atribuir a lentidão na execução de grandes obras no Estado, incluindo o BRT, à dificuldade de contratação de empresas por falta de mão de obra disponível no mercado. Em conversa com jornalistas, nesta semana, nos corredores do Palácio Paiaguás, Mendes disse que o cenário tem impactado diretamente licitações de alto valor, que acabam sem interessados. 

De acordo com Mendes, o Estado vive um momento de baixo desemprego, o que tem gerado escassez de trabalhadores em diversos setores.

O governador afirmou que o problema é percebido tanto em serviços domésticos quanto em pequenas, médias e grandes empresas, refletindo no ritmo das obras públicas.

“Hoje é difícil encontrar empresa em Mato Grosso que não tenha vagas abertas. Essa dificuldade para formar equipes acaba interferindo diretamente na execução dos contratos e no andamento das obras”, afirmou.

Diante desse contexto, o governo estuda mudanças nos modelos de licitação como forma de ampliar a participação de empresas.

Uma das alternativas avaliadas é a divisão de grandes contratos em lotes menores, permitindo que empresas de menor porte possam disputar as obras.

No entanto, Mendes alertou para os riscos dessa estratégia.

Segundo ele, empresas menores enfrentam obstáculos para contratar seguros exigidos por lei em obras públicas.

“O Estado não pode abrir mão dessas garantias. Estamos analisando tecnicamente todas as possibilidades para viabilizar as contratações”, destacou.

Situação do BRT

O Bus Rapid Transit (BRT) é um sistema de transporte coletivo com corredores exclusivos, estações e integração entre linhas, projetado para atender Cuiabá e Várzea Grande. O projeto teve início em 2022 e prevê cerca de 49 quilômetros de corredores, três terminais e dezenas de estações. O modal substituiu o VLT, planejado para a Copa do Mundo de 2014 e que não chegou a ser implantado.

Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), ainda precisam ser contratadas obras relacionadas aos terminais do trecho entre o Aeroporto Marechal Rondon e a Avenida do CPA, além das estações e da infraestrutura do trecho do Coxipó, reforços em pontes e viadutos e a implantação do sistema de controle operacional.

Até o momento, apenas uma licitação foi considerada deserta, a que previa a construção dos terminais e do Centro de Controle Operacional (CCO). O edital passa por reavaliação e deve ser relançado nas próximas semanas. A execução física do BRT está estimada em cerca de 70%.

Já foram concluídos trechos entre o viaduto da Sefaz e o Hospital do Câncer, entre a Defensoria Pública e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), além das avenidas da FEB e João Ponce de Arruda, em Várzea Grande. No município, ainda falta o acesso ao novo terminal após o viaduto do Aeroporto, que integra a licitação a ser relançada.

Até agora, o valor pago nas obras do BRT soma aproximadamente R$ 130,5 milhões, incluindo contratos rescindidos anteriormente.

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