O cachorro Ted sofreu queimaduras graves durante um atendimento de banho e tosa em Cuiabá, o que levou o Procon Municipal e outros órgãos da Prefeitura a intensificarem a fiscalização sobre o estabelecimento responsável pelo serviço. A dona do pet shop, suspeita de atuar de forma clandestina, deve ser notificada oficialmente ainda nesta tarde.
Segundo a secretária-adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges, a denúncia chegou ao órgão na última quinta-feira (14) e mobilizou equipes de fiscalização e investigação. A apuração aponta indícios de que o estabelecimento, chamado “Luxus Pet Shop”, funcionava sem alvará e sem responsável técnico veterinário, condição exigida por lei para esse tipo de serviço.
As investigações revelaram que o endereço registrado no CNPJ estava abandonado e sem sinais de funcionamento. Segundo Mariana, os atendimentos eram realizados na residência da proprietária, enquanto os animais eram buscados e entregues nas casas dos clientes. A localização foi confirmada com apoio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e relatos de consumidores.
A secretária informou que há suspeitas de que equipamentos utilizados nos atendimentos foram retirados do local, dificultando a identificação de possíveis falhas ou negligência. O caso também está sendo investigado pela Dema sob suspeita de maus-tratos contra animais.
Ted permanece em estado delicado, necessitando de transfusão de sangue e monitoramento constante, com risco de infecções. A tutora relatou que o cachorro foi devolvido à residência com ferimentos severos, acompanhado apenas de medicamentos básicos.
A Prefeitura de Cuiabá destacou que equipes da Bem-Estar Animal, Procon, Vigilância Sanitária e Polícia Civil realizaram fiscalização no local denunciado ainda na sexta-feira (15), mas não encontraram responsáveis. O município também disponibilizou suporte veterinário por meio de clínica credenciada e acompanha a situação do animal.
Mariana Almeida Borges reforçou a importância de os consumidores verificarem se pet shops e clínicas veterinárias possuem alvará de funcionamento e responsável técnico habilitado antes de contratar serviços. “É fundamental procurar estabelecimentos regularizados e de confiança, observando sempre as condições de funcionamento e transparência do serviço prestado”, afirmou.
A secretária municipal de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, destacou que o caso evidencia a necessidade de atuação integrada entre órgãos públicos para o enfrentamento de maus-tratos, oferecendo suporte técnico, atendimento veterinário e apoio às forças de segurança na produção de provas e acolhimento de animais vítimas de violência.




























