O SBT Comunidade foi até Lucas do Rio Verde, no médio-norte de Mato Grosso, para conhecer de perto uma tecnologia desenvolvida pela AMAGGI que vem chamando a atenção pelo potencial de reduzir o impacto ambiental no transporte e na produção agrícola.
Produzido a partir do óleo de soja, o biodiesel puro (B100) é apontado como uma das principais apostas da empresa para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Segundo a companhia, o combustível renovável reduz em aproximadamente 99% as emissões de dióxido de carbono (CO₂) quando comparado ao diesel fóssil tradicional. O cálculo foi validado com base na metodologia internacional do GHG Protocol.
Durante a visita, a reportagem acompanhou todas as etapas de produção do combustível, desde o processamento da soja até a fabricação do biodiesel que abastece caminhões, máquinas agrícolas e, mais recentemente, embarcações fluviais.
Em entrevista ao SBT Comunidade, o supervisor de produção, Edson Cardoso, explicou como funciona o processo industrial e destacou a importância da utilização de matéria-prima produzida na própria unidade da empresa.
Já o gerente de operações, Carlos Eduardo Cabral, ressaltou que o projeto integra a estratégia de descarbonização da AMAGGI e reforça o compromisso da companhia em investir em soluções sustentáveis para o agronegócio.
Biodiesel produzido em Mato Grosso
O B100 é fabricado na unidade industrial da AMAGGI em Lucas do Rio Verde, onde o óleo de soja degomado passa por um processo de transformação até se tornar biodiesel.
Cada quilo de soja processado rende aproximadamente 230 mililitros do biocombustível, utilizado atualmente em diferentes operações da empresa.
Além da fábrica de biodiesel, a unidade também conta com um laboratório que recebeu acreditação do Inmetro, certificando a competência técnica para realizar análises do combustível conforme padrões internacionais.
Uso em caminhões, máquinas e embarcações
O biodiesel puro já abastece parte da frota rodoviária da companhia, formada por mais de 100 caminhões Scania Euro 6, adaptados de fábrica para operar exclusivamente com o B100.
Nas fazendas do grupo, tratores e colheitadeiras também utilizam o combustível renovável, substituindo o diesel convencional durante as operações agrícolas.
Outro marco foi alcançado quando a Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizou, de forma inédita no país, o uso do biodiesel puro em uma embarcação fluvial.
O empurrador “Arlindo Cavalca” tornou-se a primeira embarcação brasileira autorizada a navegar utilizando exclusivamente o B100. O teste foi realizado no transporte de grãos pelos rios Madeira e Amazonas, consumindo cerca de 120 mil litros de biodiesel produzido pela própria AMAGGI.
A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para alcançar a meta de emissões líquidas zero de carbono até 2050, ampliando o uso de combustíveis renováveis em toda a sua operação logística.
A reportagem completa sobre essa tecnologia desenvolvida em Mato Grosso será exibida no Programa do Produtor SBT.
Sobre a AMAGGI
Fundada em 1977, a AMAGGI é a maior empresa brasileira de grãos e fibras e atua de forma integrada em diversas etapas da cadeia do agronegócio. Suas operações abrangem a produção agrícola de grãos, fibras e sementes, além da originação, processamento e comercialização de grãos e insumos.
A companhia também atua nas áreas de logística, com transporte fluvial e rodoviário, operações portuárias e geração e comercialização de energia elétrica renovável.
Com sede em Cuiabá (MT), a AMAGGI está presente em todas as regiões do Brasil e mantém operações internacionais na Argentina, China, Holanda, Noruega, Suíça, Singapura e Panamá.
Anualmente, produz cerca de 1,9 milhão de toneladas de grãos e fibras, comercializa mais de 22,5 milhões de toneladas em todo o mundo e mantém relacionamento comercial com aproximadamente 5,6 mil produtores rurais.
A sustentabilidade é um dos pilares da empresa, que investe em rastreabilidade, certificações socioambientais e estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia produtiva.
























