O governador Otaviano Pivetta confirmou, nesta quarta-feira (16), que o BRT de Cuiabá e Várzea Grande segue sem prazo para ser totalmente concluído. Questionado diretamente pelo apresentador Cleto Kipper, da TV Centro América, sobre quando a obra como um todo ficará pronta, Pivetta não apresentou uma data. O governador garantiu apenas que pretende colocar em funcionamento até o final deste ano o primeiro trecho, entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e a região do CPA, em Cuiabá.
A indefinição está concentrada justamente na segunda etapa, que contempla o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, ligando o Coxipó à região central da Capital. Segundo Pivetta, nem mesmo a licitação desse trecho será realizada antes da conclusão da primeira etapa.
“O segundo trecho nós vamos licitar tão logo termine e coloque para funcionar esse primeiro. Eu não quero começar outra obra em Cuiabá sem terminar o que está começado”, afirmou.
Na prática, a declaração mantém sem cronograma definido o início e a conclusão da segunda etapa do BRT. Em junho, Pivetta afirmou que as obras na Fernando Corrêa teriam duração estimada de 12 meses a partir da ordem de serviço. Como, porém, a licitação ainda depende da conclusão e entrada em operação do primeiro trecho, não há atualmente uma data estabelecida para que essa contagem comece.
Para o trecho Aeroporto–CPA, Pivetta afirmou que estão sendo construídos terminais e estações e reiterou a previsão de funcionamento até dezembro. A primeira etapa deverá contar com 55 ônibus elétricos, entre veículos simples e articulados, climatizados e com acesso à internet.
“Nós vamos ter aqui em Cuiabá e em Várzea Grande o que tem de melhor no Brasil hoje em transporte coletivo”, declarou.
O BRT substituiu o projeto do VLT, iniciado para a Copa do Mundo de 2014 e que não chegou a entrar em operação. Mais de uma década depois do início das intervenções para implantação de um novo modal de transporte coletivo na região metropolitana, a entrega integral do sistema continua sem uma data definida, já que a segunda etapa ainda terá de passar por licitação antes do início das obras.




























