Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Dark Route, que investiga um grupo ligado ao Comando Vermelho e apontado como responsável por dar suporte a criminosos foragidos da Justiça de Mato Grosso no Rio de Janeiro.
A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e mira integrantes que, segundo as investigações, fariam parte da chamada “Tropa do Batman”, grupo ligado ao criminoso Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado pela polícia como uma das lideranças da facção e que está foragido.
A investigação identificou uma estrutura montada no Rio de Janeiro para funcionar como base de proteção, articulação e suporte aos integrantes da organização criminosa. Parte dos investigados estaria instalada em áreas dominadas pela facção, incluindo o Complexo do Alemão.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuaria em diferentes frentes, como proteção de foragidos, manutenção de integrantes armados, suporte logístico, movimentação financeira e ocultação de patrimônio. A estrutura também manteria ligação com as atividades criminosas desenvolvidas em Mato Grosso.
Ao todo, a operação cumpre nove mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e determina o sequestro de cinco veículos de luxo. As ordens são cumpridas em Várzea Grande e no Rio de Janeiro.
Entre os veículos sequestrados estão um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross. Juntos, os automóveis são avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão.
O principal alvo da investigação é Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”. De acordo com a investigação, ele continua foragido no Rio de Janeiro. O criminoso foi condenado a 13 anos de prisão, em 2024, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Na ocasião em que cumpria pena, teria rompido a tornozeleira eletrônica durante uma saída autorizada e fugido para o Rio.
Alvos da operação
Além de Jonas Souza Gonçalves Júnior, são alvos da Operação Dark Route:
- Guilherme Moura da Silva;
- Guilherme dos Santos da Silva, conhecido como “Gordinho”;
- Josiel Raimundo Fernandes, conhecido como “Xuxu” ou “Hane”;
- Edenison Luiz Moura de Melo, conhecido como “Chorão” ou “Delícia”;
- César Augusto Ramalho;
- Jerremy Valério Araújo;
- Luis Fernando Silva Oliveira, conhecido como “Frajola”;
- Salomão Araújo dos Santos, conhecido como “Sal da Várzea”;
- Kayo Fernando Pereira da Cunha.
A Polícia Civil informou que a operação busca atingir não apenas os criminosos foragidos, mas também a estrutura financeira, logística e patrimonial que daria suporte às atividades do grupo.
As investigações continuam para localizar os alvos que ainda não foram presos e identificar outros integrantes envolvidos na rede de apoio entre Mato Grosso e Rio de Janeiro.



























