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aponta INSS

Mato Grosso registra uma morte por acidente de trabalho a cada três dias

secom

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Mato Grosso registrou 11.037 acidentes de trabalho e 1.257 mortes relacionadas às ocorrências em 2025, segundo dados da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os números colocam o estado entre os que apresentam os piores indicadores do país em taxa de letalidade.

Os dados mostram que, em média, um trabalhador morreu a cada três dias e 11 horas em decorrência de acidentes de trabalho no estado. Já os acidentes ocorreram em um intervalo médio de 52 minutos.

Nesta 28 de julho, quando é celebrado o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho, especialistas reforçam a importância de investimentos em segurança para reduzir os índices.

De acordo com o levantamento, Mato Grosso registrou uma taxa de letalidade de 9,24, quase o dobro da média nacional, ficando entre os estados com os maiores índices de gravidade.

O perfil econômico do estado ajuda a explicar os números. Setores como agronegócio, transporte rodoviário de cargas, construção civil e indústria concentram atividades consideradas de maior risco para os trabalhadores.

Em nível nacional, o transporte rodoviário de cargas lidera o ranking de mortes relacionadas ao trabalho, com 2.601 óbitos. Na sequência aparecem a construção de edifícios, com 820 mortes, e a administração pública, com 596 registros.

Em Mato Grosso, a indústria respondeu por 4.268 dos 11.037 acidentes registrados. As lesões atingiram principalmente as extremidades do corpo. Os dedos foram a parte mais afetada, representando 23% dos casos, seguidos pelos pés (9,4%) e pelas mãos (9,2%).

Para o vice-presidente da Federação dos Técnicos de Segurança do Trabalho (Fenatest), Antônio Corrêia, a obrigatoriedade do envio de informações ao eSocial, implantada pelo Governo Federal em 2022, ampliou a procura por profissionais da área e fortaleceu o controle sobre as condições de trabalho nas empresas.

Já o gerente regional de Saúde e Segurança do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, destaca que o técnico de segurança do trabalho exerce um papel estratégico na prevenção de acidentes, atuando na gestão de riscos, na aplicação das normas regulamentadoras e na criação de ambientes mais seguros para trabalhadores e empregadores.

Especialistas reforçam que a adoção de medidas preventivas, treinamentos constantes e o cumprimento das normas de segurança são fundamentais para reduzir o número de acidentes e preservar vidas nos ambientes de trabalho.

Problemas causam muitos afastamentos

Um total de 4,2 milhões de trabalhadores foram afastados de suas funções, segundo levantamento do Observatório da Indústria de Mato Grosso com base em dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2025. O levantamento aponta para um aumento de 16,41% em relação a 2024, que registou 3,7 milhões. No país, os afastamentos decorrentes da saúde mental representam cerca de 12,54%, sendo que em Mato Grosso, são 7,7% do total. O levantamento mostrou ainda que o território está na 16ª posição no ranking nacional de 2025, com 70 mil profissionais de licença. Entre eles, 5.425 foram decorrentes de doenças ocupacionais relacionadas a saúde mental, aumento de 28%, quando comparado com 2024. “A partir do momento que você tem um funcionário, ter um técnico de segurança do trabalho é obrigatório para poder fazer documentações, dar orientações sobre assédio, saúde mental, para acompanhar as empresas”, destaca Antônio Corrêia, vice-presidente da Fenatest. Visando amparar esses profissionais, a Norma Regulamentadora Nº 1 foi atualizada em 2024, com prazo de adequação de um ano. Em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) definiu um período educativo e de adaptação, as fiscalizações punitivas passaram a ser válidas a partir de maio nesse ano. Com a mudança, novas oportunidades de negócio foram geradas no setor para empresas de consultoria devido a busca por avaliações, embora sejam válidas apenas para casos específicos.

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